
Miranda, Andy, Emily e Nigel voltam aos cinemas a partir desta quinta-feira (30) em continuação do filme icônico.
Os fãs de O Diabo Veste Prada podem respirar aliviados: a sequência do clássico de 2006, que estreia nesta quinta-feira (30), é icônica, não faz vergonha para o primeiro filme e consegue ser atual sem entrar no hall das produções politicamente corretas. Têm memes, redes sociais, inteligência artificial, canetas emagrecedoras e tudo o que os fãs esperam.
Agora, o quarteto queridinho Miranda Priestly (Meryl Streep), Andy Sachs (Anne Hathaway), Emily Charlton (Emily Blunt) e Nigel (Stanley Tucci) lida com os desafios de um mundo moldado por redes sociais e influenciadores, novas tendências, escândalos de famosos, além das mudanças no jornalismo e no consumo de conteúdo pelo público.
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O Diabo Veste Prada 2 entrega glamour, desfile de looks, trilha sonora deliciosa, novas frases icônicas e um roteiro divertido — assinado por Aline Brosh, que também fez o do primeiro filme. Hathaway teve quase 50 trocas de roupa, enquanto Streep vestiu 30 figurinos diferentes.
O cuidado do diretor David Frankel em fazer referências ao longa de 2006 é genial e, para pegar todos os easter eggs, é bom revê-lo antes de ir ao cinema. Em entrevista recente, o diretor disse que queria revisitar os personagens e sabe que os fãs também gostariam de saber onde eles estariam.
Dua Lipa, com End Of An Era, e Olivia Dean, com Nice To Each Other, foram as artistas sortudas a entrar para a playlist do filme, que também ganhou participação de Lady Gaga. E Vogue, de Madonna, toca novamente para não perder o costume. Só deu saudade de Suddenly I See, de KT Tunstall.
A história começa com Andy sendo convocada para salvar a revista Runway de um escândalo e ajudar Miranda a se manter no cargo, repetindo a fórmula do primeiro filme. Enquanto isso, Emily está trabalhando no mercado publicitário e vai cruzar o caminho das duas.
Anne Hathaway está muito bem na pele de uma Andy mais madura e confiante e não faz parecer que se passaram 20 anos desde o último filme. Já Meryl Streep nem se fala: a atriz de Mamma Mia! e Adoráveis Mulheres não perdeu mesmo o jeito para criticar roupas e ser uma megera, porém admirada por todos.
Emily Blunt prova que sua personagem é muito necessária na franquia, enquanto Nigel, um xodó dos fãs, tem finalmente sua recompensa. E que alívio ver que Tracie Thoms retornou para viver a amiga de Andy, Lily, mostrando como uma amizade é na vida adulta.
A fotografia também merece destaque: visualmente, lembra muito Amores Materialistas, que foi pensado por Chloé Zhao para parecer uma comédia romântica dos anos 2000. Mas tem a mesma autenticidade e jogo de câmera de O Diabo Veste Prada.
O filme virou woke?
Se engana quem pensa que o novo filme é militante: Miranda continua ofendendo muitos direitos humanos a cada frase, mas, agora, é podada pela própria assistente, que aponta o que ela pode falar e o que causaria o seu cancelamento. Mas é impossível rodar uma produção em 2026 sem se adequar ao que o público espera e ao que o mundo se tornou.
Enquanto o primeiro longa teve atores considerados “padrão”, inclusive a participação de Gisele Bündchen, a sequência traz mais diversidade: Simone Ashley (Amari), Caleb Hearon (Charlie) e Helen J. Shen (Jin Chao). E até uma figurante com vitiligo, em um dos eventos glamourosos, chamou atenção.
Mas nem por isso O Diabo Veste Prada 2 virou um filme woke, que faz algumas pessoas torcerem o nariz. Ele só inclui os personagens e não se preocupa em explicar porque cada coisa ocupa determinado lugar. E o que é fundamental: sabe equilibrar a diversidade com o humor ácido tradicional que só o mundo da moda tem.
Aliás, Anne Hathaway já declarou que pediu para a produção não contratar modelos que fossem muito magras. Mas, ao assistir ao filme, a gente se pergunta o que seria do elenco de figurantes se não tivessem ouvido o pedido da atriz, porque o que aparece na tela continua sendo magreza.
Veredito
A fórmula usada em O Diabo Veste Prada 2 é a mesma de antes, mas o filme continua sendo gostoso de ver — e também de rever, o que é raro hoje.
Em tempos de streaming e cinema aquecido, com tantas produções saindo a cada semana, pode fazer falta um refúgio para voltar, o famoso comfort movie. E ele vai cumprir exatamente esse papel para a geração que ficou marcada por Miranda e Andy. That’s all

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