Novo presidente do TJ critica falta de diálogo da AL e quer reeditar reajuste de 6,8% barrado

Imagem

O presidente eleito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Luiz Leite Lindote, criticou a falta de diálogo entre o Judiciário, a Assembleia Legislativa (ALMT) e o governo do Estado na discussão do reajuste salarial de 6,8% para os servidores da Corte. Ele afirmou que pretende reeditar a proposta e buscar um acordo para garantir o aumento, barrado pelos deputados estaduais, que mantiveram o veto do Executivo.

“O reajuste de 6,8% é uma questão do Tribunal de Justiça. Eu acredito que faltou um melhor diálogo, um melhor consenso em conversas com a Assembleia e com o governador de Estado”, declarou Lindote, ao defender a valorização dos servidores do Judiciário.

O desembargador afirmou que pretende retomar as articulações para viabilizar o reajuste e demonstrou confiança em uma nova negociação com os parlamentares.

“Nós vamos reeditar esse aumento de 6,8% e, de uma forma consensual e conversada, esse aumento. Com certeza, os deputados vão compreender e vão conceder esse aumento”, disse.

Lindote também argumentou que a independência entre os Poderes não impede a correção salarial dos servidores e afirmou que os vencimentos da categoria estão defasados.

“Os Poderes são independentes. Os nossos servidores têm salários defasados e nós vamos procurar corrigir os salários dos servidores do Poder Judiciário”, acrescentou.

A declaração ocorre um dia após a Assembleia Legislativa manter o veto do governo estadual à proposta de reajuste. A decisão foi tomada por 12 votos a 6, com seis parlamentares ausentes, e encerrou, ao menos por enquanto, a tentativa de conceder o aumento de 6,8% aos servidores do Judiciário.

A votação foi realizada de forma aberta, após o Tribunal de Justiça considerar inconstitucional o voto secreto na análise de vetos do Executivo. Mesmo assim, a maioria dos deputados decidiu preservar a decisão do governo, frustrando a mobilização dos servidores em defesa da recomposição salarial.

Votaram pela derrubada do veto os deputados Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT), Faissal Calil (PL), Gilberto Cattani (PL), Carlos Avallone (PSDB) e Janaina Riva (MDB).

Já a manutenção do veto recebeu os votos de Diego Guimarães (Republicanos), Max Russi (Pode), Beto Dois a Um (Pode), Eduardo Botelho (MDB), Dilmar Dal Bosco (União), Chico Guarnieri (PSDB), Juca do Guaraná (Republicanos), Elizeu Nascimento (Novo), Nininho (Republicanos), Dr. Eugênio (Republicanos), Fábio Tardin (Pode) e Valmir Moretto (Republicanos).

 

Ao justificar o veto, o então governador Mauro Mendes (União) alegou que a proposta apresentava problemas de constitucionalidade e não demonstrava, de forma atualizada, o impacto financeiro da medida nem a fonte de recursos necessária para custear o aumento.

 

Lindote foi eleito presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso nesta quinta-feira (8), para o biênio 2027-2028. Atual corregedor-geral da Justiça, ele era candidato único ao comando da Corte e assumirá o cargo em 1º de janeiro de 2027.
Também foram eleitos o desembargador Gilberto Giraldelli para a vice-presidência e a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos para a Corregedoria-Geral da Justiça. 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*