
Dom Wellington de Queiroz Vieira, de 57 anos, já prepara a sua mudança de Cristalândia, em Tocantins, para Cuiabá, após ser designado para o posto de arcebispo da Capital. Em conversa com o , Dom Queiroz disse que quer uma Igreja ativa, que saia da sacristia e tenha participação ativa dos leigos. Ele contou que ainda está tomando pé das ações e do contexto da Igreja. A solenidade de posse está marcada para 21 de novembro, às 18h, na Catedral Basílica Senhor Bom Jesus de Cuiabá.
“Nós não evangelizamos hoje a partir da sacristia. A gente não evangeliza simplesmente querendo que as pessoas venham até nós. Os tempos de hoje exigem que a gente vá ao encontro das pessoas. Com os mais variados meios e instrumentos: padre na paróquia que vai à família, que organiza uma pastoral, que acompanha as pessoas; o mundo das redes sociais, a internet. Hoje, nós precisamos ir ao encontro. Aquilo que o Papa Francisco sempre falava de uma igreja em saída”, disse.
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Dom Queiroz já passou por Cuiabá, mas muito rapidamente. Ele veio ao estado uma única vez para participar da ordenação de um amigo em Rondonópolis. Mas, do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, seguiu direto ao seu destino. Ele, contudo, admitiu que já fez buscas na internet para ver alguns pontos da cidade. “Vejo que é uma cidade muito bonita. Vi fotos da catedral, belíssima a catedral, tanto por fora quanto internamente, muito bonita”, declarou.
Ele já era bispo na cidade de Cristalândia e confessa que havia se programado para passar o resto da vida ali. Apesar disso, ponderou que todo religioso sabe que a Igreja pode precisar dele em uma nova missão.
“Então, quando eu recebi o comunicado, a gente não vê outro caminho que não seja aquele de dizer sim e colocar-se à disposição da Igreja”, afirmou.
O novo arcebispo disse que ainda não pode dizer qual será a prioridade do seu trabalho na nova cidade, porque isso vai depender do que encontrará no destino. Apesar disso, prometeu um projeto de vivência da fé para o anúncio do evangelho.
“Eu preciso primeiro conhecer a realidade local. É claro que a gente vai falar sempre do seu fortalecimento, do trabalho pastoral, da presença dos sacerdotes como verdadeiros pastores em suas paróquias”, explicou.
“Todos os batizados têm a sua missão de evangelizar. Eu acredito que, se é para pensar num projeto, esse é o projeto, mas não é um projeto exclusivo meu, é o projeto da igreja, é um projeto que nos vem da nossa doutrina”, acrescentou.
Questionado sobre as divisões na Igreja, especialmente de grupos que desrespeitam as normas da religião e chegam a questionar a legitimidade do papa. Em Cuiabá, por exemplo, há uma igreja de um grupo que foi excomungado do papa Leão XIV por reiterados gestos de desobediência.
“Veja bem, questionar qualquer um pode questionar. Mas, dentro da Igreja Católica, a gente segue aquilo que o Papa determina. Então, a pessoa pode não aceitar e está no uso da liberdade dela”, alegou. “A gente lamenta, não é o que nós queremos, mas também respeitamos a decisão dessas pessoas de quererem seguir o seu caminho fora da igreja”, afirmou posteriormente.

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