
O megaempresário Eraí Maggi Scheffer, sócio proprietário do Grupo Bom Futuro e um dos gigantes do agronegócio de Mato Grosso, concorda com a postura do presidente da República Lula (PT) no que diz respeito às negociações com Estados Unidos sobre o tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras. Segundo o sojicultor, o Brasil é gigante e tem uma “bomba atômica” que é a comida produzida para alimentar o mundo.
Lula disse, nesta semana, que espera ter uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como dois seres humanos civilizados.
“Espero que algum dia eu possa encontrar com o presidente Donald Trump e conversar como dois seres humanos civilizados, dois chefes de Estado, como deve ser a relação”, disse Lula em entrevista à rádio BandNews FM.
Rodinei Crescêncio
Segundo Lula, houve tentativas de negociação com os Estados Unidos desde o anúncio das tarifas de 10%, em maio, mas sem resposta da parte norte-americana.
Ao impor o tarifaço de 50%, o líder norte americano também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao julgamento do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), dizendo que o Brasil não estaria seguindo “o rito legal adequadamente”. Ele classificou Bolsonaro como vítima de “execução política” e associou as novas tarifas àquilo que chamou de “perseguição política”.
Embora admita que não é conhecedor da questão internacional, Eraí afirma que Lula está correto ao se posicionar com altivez. Neste sentido, diz que os brasileiros não podem “ficar de quatro” diante dos Estados Unidos.
“Estou há 50 anos trabalhando neste estado, eu não tenho grande medo desses problemas, porque também nós temos que nos posicionar um pouco. O Brasil é gigante, o Brasil é forte, o Brasil tem a bomba atômica mais que eles [norte americanos, que é a comida. Nós temos alimento, temos produção, exportamos mais que eles, vendemos mais que eles, nós temos mais produção para vender, nós somos muito produtivos. Nós fizemos medo nesses caras. Então, nós não temos que ficar de quatro para qualquer coisinha não, nós temos que ter um pouco de orgulho também”, disse Eraí Maggi, nessa quinta-feira (14), ao participar do Prosa e Agro, promovido pelo Itaú, em Cuiabá.
Além disso, Eraí esclarece que é favorável a parceria com os Estados Unidos desde que signifique “humilhação” para os brasileiros. Na sua avaliação, o tarifaço foi imposto na tentativa de interferir no Judiciário, que se prepara para julgar Bolsonaro na ação penal da trama golpista.
“Eu defendo que assim não dá para ficar, o Brasil tem uma bomba atômica, maior que a deles, que é a comida. Nós temos alimentos, todo mundo precisa de alimentos. Eu acho ridículo essa negociação que está se colocando, debitando o tarifaçoa esse problema judicial, eu acho que aqui quem resolve é o Judiciário. O Judiciário é independente, eu penso que nós não precisamos passar por essa humilhação. Eu gostaria muito de estar com os Estados Unidos, na parte de inteligência artificial, as tecnologias, tudo que os Estados Unidos mandam para cá são bacanas e eu gosto”, completou.
Medidas
O governo federal lançou pacote de medidas para apoiar o setor produtivo afetado pelo tarifaço de 50% imposto pelo governo dos Estados Unidos. O plano de apoio prevê R$ 30 bilhões em crédito e será viabilizado por meio de uma medida provisória chamada de MP Brasil Soberano. Em Mato Grosso, os setores mais afetados são madeireiro e da carneEntre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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