Natasha denuncia vazamento de plano eleitoral para concorrência

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A candidata ao governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), usou as redes sociais para questionar como um vídeo de sua campanha, que seria veiculado na televisão neste sábado (26), teria chegado à equipe jurídica do governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos) antes da exibição no horário eleitoral.

 

Conforme apurado pelo , Pivetta ingressou na Justiça Eleitoral com pedido de direito de resposta contra Natasha e a coligação Mato Grosso Para Todos. No processo, ele questiona uma inserção de rádio que, segundo a ação, teria sido veiculada no horário eleitoral gratuito e reproduziria trechos de uma reportagem do programa Fantástico, exibida em 2021, sobre uma acusação de violência doméstica envolvendo o candidato.

 

O episódio citado na reportagem se refere a uma denúncia de violência doméstica apresentada contra Pivetta. O caso, contudo, foi posteriormente arquivado pela Justiça, não havendo prosseguimento da acusação.

 

Nas redes sociais, Natasha afirmou que sua campanha identificou que o material teria sido anexado a uma ação judicial antes mesmo de ir ao ar. A candidata levantou questionamentos sobre quem teria fornecido o conteúdo e em que momento ele teria sido obtido, ainda segundo ela, sua equipe jurídica identificou 8 ações envolvendo o conteúdo.  “Como esse vídeo chegou às mãos da outra campanha antes de ir ao ar? Quem forneceu o material? E em que momento isso aconteceu?”, questionou.

 

No processo analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Pivetta pede a suspensão da veiculação e a proibição de reapresentação da peça, além de direito de resposta. A defesa de Natasha, porém, contestou a informação de que o conteúdo teria sido efetivamente transmitido. Segundo a manifestação apresentada ao TRE-MT, os registros de monitoramento não apontariam a veiculação da inserção questionada.

 

Na decisão assinada neste sábado pelo juiz auxiliar Flávio Fraga e Silva, o TRE-MT informou que o relatório analisado reúne 84 registros de inserções radiofônicas da coligação no dia 25 de setembro.

 

Entretanto, nenhum dos registros apresentados continha elementos característicos da propaganda questionada, como referências a “Fantástico”, “Pivetta”, “violência doméstica”, “estrangular”, “agressor” ou “violência psicológica”. Diante disso, o magistrado indeferiu, por enquanto, o pedido de tutela de urgência feito por Pivetta. A decisão, no entanto, não encerra a discussão sobre o conteúdo.

 

O juiz afirmou que a questão poderá ser analisada novamente caso sejam apresentados gravação da transmissão, mapa de mídia, relatório de monitoramento ou outro elemento que comprove a efetiva veiculação da inserção

 

Outro lado

A reportagem procurou a assessoria do candidato para esclarecer os questionamentos apresentados por Natasha e a informação sobre o acesso ao material antes da suposta veiculação, mas até a publicação desta matéria não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

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Um post compartilhado por Drª Natasha Slhessarenko (@dranatashamt)

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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