
O debate entre os candidatos ao Senado, realizado pela TV Vila Real, nesta quinta-feira (17), teve, além das discussões no ar, uma série de provocações que continuaram nos intervalos. Entre reclamações por falta de perguntas, acusações de vitimização, piadas e até uma suposta “impugnação” por falta de cadeiras no palco.
As brincadeiras e interações surgiram apenas no segundo bloco do debate, quando o programa já tinha mais de meia hora em exibição.
Pedro Taques (PSB) reclamou que estava sendo tratado como “coadjuvante”, já que ninguém fazia perguntas para ele. A queixa virou munição para Antônio Galvan (Avante), que pediu para o ex-governador não se vitimizar. Na provocação, Galvan ainda disse que, por isso, Taques votava em Lula.
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Pedro Taques preferiu escutar com leveza o que Galvan disse e soltou apenas um riso amarelado como resposta.
As provocações entre Galvan e Taques continuaram. Durante a propaganda eleitoral, com as câmeras desligadas do debate, o clima ficou mais descontraído. Taques brincou que pediria a impugnação do debate por falta de cadeiras. Galvan respondeu que era exagero e que ele aguentava ficar em pé, já que era novo.
Taques então contou que seus avós haviam morrido com mais de 100 anos. A afirmação provocou incredulidade entre os presentes e alguém o acusou de estar mentindo. Foi quando veio a resposta que arrancou reação dos colegas: “Eu sou político, posso mentir”.
Galvan imediatamente rebateu: “Político pode mentir, Pedro?”.
Pedro balançou a cabeça e Buzetti entrou na conversa e contestou a ideia, afirmando que política não poderia ser baseada em mentira.
Taques mantinha outra característica constante durante o debate: as risadas. O ex-governador passou boa parte dos blocos rindo das provocações e dos ataques protagonizados pelos adversários, como José Medeiros (PL) e Carlos Favaro (PSD). Além disso, chegou a ficar escorado no estúdio, demonstrando seu “esquecimento”.
No intervalo do último bloco, aproveitando a ausência de Mauro Mendes (União), Pedro pediu para tirar uma foto na bancada destinada ao governador.
Galvan, claro, não perdeu a oportunidade. Perguntou se Taques queria “ser o Mauro”.
Encerrando os bastidores, houve uma pequena rusga entre José Medeiros e Fávaro. O ex-ministro disse que o único candidato melancia do pleito era o bolsonarista.
Fávaro também ironizou a ausência de Mauro Mendes (União) e Janaina Riva (MDB), quando um dos dois candidatos era citado, o político olhava de canto e “os procurava”.

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