
O secretário de Estado de Justiça, delegado Vitor Hugo Bruzulato, falou pela primeira vez sobre a prisão dos policiais penais Adão Elias Junior e Leo Márcio da Silva Santos , que são suspeitos de ajudarem na fuga do líder do Comando Vermelho, Gilmar Reis da Silva, o “Vovózona” , e do detento Thiago Augusto Falcão de Oliveira, do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande. Eles foram alvos da Operação Shadow, da Polícia Civil, deflagrada na segunda-feira (14).
Rodinei Crescêncio/Reprodução
Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (16), Bruzulato foi enfático ao afirmar que a Corregedoria da Secretaria de Justiça vai atuar com rigor contra os policiais penais, caso seja comprovada a participação deles na fuga, e que não podem tolerar agentes que ficam do lado das facções.
“Se realmente comprovar, nós vamos pedir rigor por parte da corregedoria, porque não podemos compactuar com servidores que estão do lado de facção. Se uma vez comprovado, nós não vamos permitir, nós não podemos compactuar. Tolerância zero às facções, tolerância zero à corrupção”, afirma.
Além da prisão, os policiais penais também poderão ser demitidos. “A Corregedoria já está com toda a parte documental e está trabalhando. Obviamente que dentro daquilo que é permitido, até mesmo o ponto de demissão, dentro daquilo do contraditório da ampla defesa”, ressalta.
Ao mesmo tempo, o secretário de Justiça diz que esse foi um caso isolado e que a maior parte dos agentes são comprometidos e dedicados. “Obviamente que nós sabemos, e é importante a gente ressaltar, que a grande maioria dos nossos profissionais, dos nossos servidores, são profissionais de família, comprometidos, dedicados e que vêm fazendo a diferença dentro do Estado, vêm – dentro do programa Tolerância Zero – contribuindo para a redução, inclusive, dos índices de criminalidade”, completa.
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