
Secretário de Assistência Social de Várzea Grande, o bispo Gustavo Duarte, alvo de operação da Polícia Federal que investiga disseminação de notícias falsas, disse à imprensa que está sendo perseguido pelo governador Mauro Mendes e pela primeira-dama, Virgínia Mendes.
“Não é normal, rotineiro, você fazer um vídeo criticando um político e logo depois a Polícia Federal ir na sua casa”, disse ele na porta da sede da PF. O vídeo que o bispo cita circula na rede há pelo menos dois anos, quando ele questiona Mendes por ter usado um avião para ir até o Manso.
“Eu fiz um questionamento, usou o avião para andar 95 km, assim como vocês da imprensa questionaram quando ele pegou um avião para ir no churrasco da JBL. Foi um erro? Foi, pedi desculpas inclusive para a primeira-dama, mas não posso colocar minha vaidade acima do que é essencial”, disse.
Ele ainda negou ter sido preso por desacato. “Não fui preso, vim no meu carro, com advogada. Não recebi voz de prisão. Não é da minha natureza, do meu comportamento, desacatar. Houve um questionamento sobre como a PF chegou na minha casa”, disse.
O bispo afirmou que os policiais quase derrubaram o portão da casa e já entraram com a arma em punho. Alegou que ali eles não iam encontrar nada, só “bandeira de Israel, do Brasil e bíblia” e que a delegada se sentiu desacatada. Toda via, o celular dele e da esposa foram apreendidos.
Apesar de negar a prisão, a PF confirmou que ele foi detido e que um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi lavrado por desacato.

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