Mulher diz que cavou cova um dia antes de matar grávida e que pensou em desistir

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Em depoimento à Polícia Civil, Nataly Hellen Martins Pereira , de 25 anos, que confessou ter matado a adolescente grávida, Emilly Azevedo Sena , de 16 anos, afirmou que cavou a cova rasa para enterrar a jovem um dia antes do crime. Ela também disse que conversou sobre o bebê e a gestação antes e que “tomou um refrigerante” com a garota na sala por uns 30 minutos. Nataly ainda relatou que chegou a ficar grávida no ano passado, mas que havia perdido o bebê há seis meses.

Reprodução

No depoimento, a polícia questiona quando a mulher teve a ideia de cavar a cova. “Foi um dia antes, quando ela virou e falou que não estava muito legal, que não queria a filha, e eu queria, entendeu?”, disse Nataly. Em seguida, a mulher afirma que havia perdido sua filha há seis meses e desde então estava procurando uma criança. “Eu estava procurando na rua, em abrigo, pessoas que não queriam ter nenhum, porque eu queria ser mãe novamente, e eu não posso. Só que eu não achei. E teve essa oportunidade, infeliz, mas teve, e eu fiz”, afirmou.

Em entrevista nesta sexta (14), o delegado responsável pelo caso, Caio Albuquerque, afirmou que o crime foi friamente premeditado. No depoimento, a mulher confessou ainda que desde que teria perdido o suposto filho, ela não contou para ninguém e teria continuado fingindo que estava gestante. “Mas, na verdade, parecia, porque mexia, minha barriga cresceu, meu seio estava saindo leite, então, assim, é como se eu estivesse, mas eu fiz os exames e não estava grávida. Não tem neném”, relatou.

Na terça-feira (11), quando Emilly chegou na casa para encontrar Nataly, o buraco já estava cavado. No entanto, a suspeita fala que não sabia que na casa do cunhado tinha material para cavar, e que se não tivesse nada ela “iria embora”.

“Eu ia embora, porque nós duas sentamos, conversamos tudinho, e aí ela voltou no assunto que não estava legal, que o casamento dela… Ela falou várias coisas do esposo dela e falou que não estava bem. Ela já estava tendo contrações um dia antes e naquele dia que ela estava lá em casa. E aí eu vi a oportunidade de ir lá pra casa do meu irmão e fazer isso. Só que eu não sabia que tinha lá [pá]. Mas se no caso não tivesse, eu não iria fazer, porque, na verdade, depois que eu já tinha cavado o buraco, que ela chegou, sentou e conversou comigo, eu já não queria mais fazer. Só que, tipo, ela já estava lá, o trem já estava lá, depois eu ia falar o que, que eu fuçei naquele buraco pra que?”, depôs.

Arquivo

Elas ficaram conversando cerca de 40 minutos na sala e a suspeita ofereceu refrigerante para a adolescente, que aceitou. Nataly levou a garota para ver as roupinhas no quarto e quando ela voltou, a pegou por trás com um fio de internet.

O caso

Emilly Azevedo Sena, havia desaparecido na terça-feira (11), por volta das 12h, após sair de casa, no bairro Eldorado, em Várzea Grande e avisar a família que estava indo para Cuiabá buscar doações de roupas de bebê. O celular parou de funcionar e a família saiu em procura dela, realizando um boletim de ocorrência às 22h.

Na quarta-feira à noite, Nataly e o marido dão entrada no hospital com uma bebê, alegando que o parto teria sido realizado na residência. A equipe médica desconfiou do caso, pois a mulher não tinha indícios de puerpério. Exames apontaram que a mulher não esteve grávida recentemente e que a criança seria de outra mãe.

Na quinta (13) pela manhã, o corpo de Emilly foi encontrado em uma cova rasa, com pernas e braços amarrados, asfixiada com um fio no pescoço e um corte de faca na barriga, sem o bebê.

Na investigação, a Polícia Civil descobriu que a bebê que estava com Nataly era a filha da adolescente. Quatro suspeitos foram conduzidos, entre eles o marido de Nataly, mas os três foram liberados, tendo permanecido presa apenas a mulher. A investigação aponta que Emilly ainda estava viva quando teve o bebê arrancado do ventre. Os cortes foram precisos e certeiro no útero, não tendo atingido outros órgãos. 

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Link da Matéria – via RD News

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