
Mesmo que nas eleições de 2026 o quociente eleitoral (que compreende o total de votos válidos dividido pelas vagas em disputa) suba para 73 mil votos exigidos por partido e/ou federação para cada vaga de deputado estadual, muitos acabam eleitos pela média, ou seja, pela sobra, com votação muito aquém do teto.
A lógica do complexo sistema proporcional é que cada partido e/ou federação elege um número de candidatos a deputado proporcionalmente ao número total de votos que recebeu em todos os seus concorrentes, além dos votos na própria legenda.
Para se ter ideia, no pleito de 2022, seis dos 24 saíram vitoriosos à Assembleia graças à chamada sobra de votos, entrando pela média, sendo eles Júlio Campos (33.800 votos), Wilson Santos (23.446), Cláudio Ferreira (26.234), Paulo Araújo (24.551), Juca do Guaraná (20.723), José Eugênio (25.378) e Carlos Avalone (26.594).
Os demais foram eleitos e/ou reeleitos pelo quociente eleitoral, quatro deles com mais de 50 mil votos: Janaina Riva (82.124), Max Russi (70.328), Botelho (51.998) e Nininho (50.875).

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