MT é um dos que mais mata mulheres negras no Brasil; entenda

Imagem

Mato Grosso aparece entre os estados com as maiores taxas de homicídios de mulheres negras no Brasil, segundo dados do Atlas da Violência 2026. O levantamento mostra que, em 2024, o estado registrou 26 assassinatos de mulheres negras e 27 de mulheres não negras.

 

Os números revelam mudanças no perfil da violência letal feminina ao longo dos últimos anos. Entre as mulheres negras, Mato Grosso contabilizou 38 homicídios em 2020, 42 em 2021, 41 em 2022, 27 em 2023 e 26 em 2024. Já entre as mulheres não negras, foram 25 mortes em 2020, 19 em 2021, 23 em 2022, 28 em 2023 e 27 em 2024.

 

Na soma dos últimos 5 anos, o estado registrou 174 homicídios de mulheres negras, contra 122 homicídios de mulheres não negras, uma diferença de 52 mortes. Os dados reforçam que as mulheres negras seguem sendo as principais vítimas da violência letal em Mato Grosso.

Leia também – Ex-secretário exibiu investimentos no mesmo hospital investigado por suposta corrupção

 

Apesar da redução recente nos homicídios de mulheres negras no estado, Mato Grosso ainda figura entre as unidades federativas com os maiores índices proporcionais do país. Conforme o Atlas da Violência, o estado registrou taxa de 5,4 homicídios de mulheres negras por 100 mil habitantes em 2024, ficando atrás apenas de estados como Ceará, Pernambuco, Espírito Santo, Roraima e Alagoas.

 

O estudo aponta que as mulheres negras seguem sendo as principais vítimas da violência letal no Brasil. Em 2024, elas representaram 67,5% de todos os homicídios femininos registrados no país. Nacionalmente, foram 2.457 mulheres negras assassinadas no período.

 

Segundo o levantamento, a violência contra mulheres não ocorre de forma homogênea e está diretamente relacionada a fatores estruturais, como desigualdade social, racismo estrutural e violência de gênero. O documento destaca que mulheres negras enfrentam maior vulnerabilidade justamente pela intersecção entre racismo e cultura patriarcal.

 

O Atlas também aponta que, embora tenha ocorrido queda nos homicídios femininos na última década, a desigualdade racial permanece significativa. Em 2024, a taxa nacional de homicídios de mulheres negras foi de 4 mortes por 100 mil mulheres, enquanto entre mulheres não negras a taxa foi de 2,4, uma diferença de 66,7%.

 

Os pesquisadores afirmam que o enfrentamento à violência contra a mulher exige políticas públicas que considerem fatores sociais, territoriais e raciais, especialmente em regiões periféricas e contextos de maior vulnerabilidade social.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*