
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) deu o prazo de 48 horas para que os secretários Estadual e Municipal de Saúde de Cuiabá, Gilberto Figueiredo e Deiver Teixeira, respectivamente, e do diretor do Hospital Santa Helena, Marcelo Sandrin (Republicanos), para prestem esclarecimentos sobre a possível paralisação nos atendimentos do corpo clínico de ginecologia e obstetrícia por falta de pagamentos. Os profissionais ameaçam a paralisação desde a última sexta-feira (20)
A defesa dos médicos protocolou junto à Promotoria de Justiça um ofício informando que tem enfrentado atrasos reiterados e falta de pagamentos de salários e honorários, sem qualquer proposta concreta ou cronograma para regularização. Reprodução/Google
Hospital Santa Helena
Ainda na sexta-feira, a Secretaria Municipa de Saúde de Cuiabá (SMS), emitiu uma nota sobre a ameaça de paralisação afirmando que “o rito processual referente ao pagamento do Hospital Santa Helena está sendo devidamente conduzido pela SMS, dentro do prazo contratual normal”. Além disso, destacou que há um valor aproximado de R$ 3,2 milhões que está em aberto, porém “passando por todas as instâncias necessárias dentro da Secretaria”. A SMS afirmou também que trabalharia para quitar o valor até esta terça-feira (24), o que ainda não aconteceu.
Segundo o Promotor de Justiça, Allan Sidney Do Ó Souza, da 1ª Promotoria Cível, na última sexta-feira (20), o corpo clínico chegou a buscar um entendimento com os responsáveis, mas como não foi estabelecido um prazo para a regularização dos pagamentos. A promotoria foi então oficiada para que intercedesse na conciliação, evitando o colapso na saúde afetando, mais de três mil atendimentos e cerca de 800 partos que são realizados, mensalmente, na unidade hospitalar.
O promotor de Justiça sugeriu que os secretários, Municipal e Estadual e a direção do hospital, avaliem a possibilidade de eventual equipe médica temporária para evitar a interrupção do atendimento médico, protegendo a população, enquanto o impasse financeiro não é solucionado. “A sociedade cuiabana e a população mato-grossense não precisavam de um presente de grego dessa envergadura, logo às vésperas do Natal”, ressalta Allan Do Ó Souza.
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