
Motociclistas que trabalham por meio de aplicativos de transporte e delivery realizam paralisação em Cuiabá nesta sexta-feira (31) em protesto contra os valores que são pagos para eles pelas atividades. A previsão é que o movimento, que ocorre em diversas regiões do país, se estenda para este sábado (1º).
A principal bandeira do movimento é a regulamentação das plataformas para que seja estabelecida uma taxa mínima a ser paga aos motociclistas. Atualmente, cada plataforma remunera um valor diferente.
Outras reivindicações históricas dos trabalhadores são apoio estrutural, como pontos de descanso e para beber água.
Eles pedem que o governo federal edite uma medida provisória que coloque isso em vigor de forma imediata e que o Congresso atue para a regulamentação para quando a medida provisória perder validade, que é de até 120 dias.
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“Os aplicativos, como não têm regras, não têm uma regulamentação, estão fazendo o que querem. E a gente precisa que alguém olhe por nós. Governo federal, a medida provisória está na sua mesa, assine, unifique a taxa em todo o Brasil. É isso que nós queremos”, disse o presidente do Instituto Motoboy, João Gabriel Muniz.
Em vídeos compartilhados em redes sociais, o presidente explica que atualmente recebem cerca de R$ 3 como tarifa mínima por corrida. A categoria considera a situação como uma forma de “escravidão digital”.
“A gente mostrou o que as empresas de aplicativo estão fazendo o que querem com a gente. É uma escravidão digital forçar a gente a rodar por R$ 3. Isso não existe, rapaziada”, afirmou.
A concentração do movimento foi no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, mas imagens divulgadas mostram os motociclistas circulando pelas vias da cidade. A promessa é que os atos se repitam também no sábado.

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