
Em meio à escalada de atritos na coligação entre MDB e PL em Mato Grosso, a candidata ao Senado, Janaina Riva (MDB), buscou delimitar os contornos de sua aliança com os liberais. Alvo de fogo amigo de correligionários e de seu próprio colega de chapa, o deputado federal José Medeiros (PL), a emedebista afirmou que seu acordo eleitoral não passa pela bancada local do partido rival.
“Olha, meu compromisso não é com o Medeiros, meu compromisso é com o Flávio Bolsonaro e com o governador Wellington”, declarou a parlamentar, ao responder sobre a falta de coesão no palanque e as investidas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro contra sua candidatura.
As rusgas se intensificaram após o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), acusar a emedebista de infidelidade partidária por fazer acenos e pedir votos a nomes ligados ao governo federal, como Carlos Fávaro e Emanuelzinho (ambos do PSD). Janaina rebatia os questionamentos sobre o MDB ser associado à esquerda e reafirmou seu alinhamento ideológico.
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“Eu não acho que tem que tirar pecha nenhuma. O partido é o que é. Eu sou a líder do partido aqui em Mato Grosso. Meu apoio é declarado ao candidato a presidente da República desde o primeiro dia das eleições, desde as eleições passadas”, disse. A disputa entre Janaina e o PL estadual expõe as fraturas de uma aliança forjada nacionalmente.
O clima de desconfiança se agravou após a emedebista acionar a Justiça Eleitoral para garantir metade do tempo de propaganda em rádio e TV da coligação, que também lançou Medeiros ao Senado. A investida judicial, que acabou acolhida pelo STF após ser negada na instância estadual, foi criticada publicamente pelo presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, que lamentou a briga interna no horário eleitoral.
Para Janaina, contudo, os ataques de Medeiros e de prefeitos liberais fazem parte do jogo político de bastidor. “São narrativas, na verdade, querendo tentar tirar alguma lasquinha da nossa candidatura aí. Natural, quem tá embaixo quer atacar quem tá em cima”, minimizou.

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