
Candidato ao Senado, o deputado federal José Medeiros (PL) decidiu distribuir uma de suas “pílulas” nas redes sociais para alertar que um militante de esquerda acabaria formando uma organização criminosa, caso recebesse o comando de um partido. A fala seria mais convincente se Medeiros não tivesse passado 15 anos no antigo PPS, o Partido Popular Socialista (atual Cidadania), legenda que integrou a base de sustentação do primeiro governo Lula.
Mudar de lado faz parte da política e, por si só, não há problema algum nisso. O que soa falso é transformar a própria trajetória em algo conveniente e atacar adversários como se nunca tivesse orbitado pelo campo político progressista. Na corrida pelo Senado, Medeiros parece ter adotado a máxima de que a história só vale quando ajuda no presente. O passado ficou fora do discurso, mas continua no currículo.

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