Médico alega inocência e considera prisão arbitrária: Não tenho nada a esconder

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O médico oftalmologista Diego Felipe Sampaio Alves , de 41 anos, que foi preso nessa quinta-feira (07), em Tangará da Serra (a 239 km de Cuiabá), por suspeita de liderar um suposto esquema de fraude financeira que teria movimentado mais de R$ 30 milhões, alegou ser inocente e considerou a prisão decretada contra ele como arbitrária. Ele foi alvo da Operação Olho Grande, da Delegacia Especializada em Defesa do Consumidor (Decon) do Rio Grande do Norte.

G1/Reprodução

Diego falou com a imprensa na delegacia de Tangará. Ele afirmou que é inocente. “Eu considero uma decisão arbitrária da Justiça do Rio Grande do Norte, uma vez que eu comprovei que as operações financeiras foram feitas e infelizmente houve perda de recurso. Eu não ocultei patrimônio, não fiz absolutamente nada”, alegou.

“Eu tenho residência fixa, trabalho, tenho 17 anos de medicina. Não tenho nada a esconder nem a omitir. Estou disponível à Justiça e à imprensa para mostrar que eu sou inocente. Então eu achei a decisão do Rio Grande do Norte arbitrária e certamente a Justiça vai ser feita e ela vai ser revertida”, diz.

Segundo ele, não houve lavagem de dinheiro ou ocultação de patrimônio, como alegado. “Era uma empresa de investimento que foi aberta em 2019. Era uma empresa pequena, eu não fazia propaganda. Eram apenas pessoas conhecidas, colegas, médicos ou familiares que gostariam de investir na Bolsa [de valores]. Entretanto, existiam operações nos quais os clientes assinavam que poderia haver perda do recurso total. Eles estavam cientes disso”, pontua.

O médico ainda acrescentou que a operação funcionou muito bem durante três anos, mas que depois disso houve perda financeira e a empresa entrou em insolvência.“Isso foi alegado, isso foi mostrado, mas, criam-se teorias de que houve lavagem, ocultação de patrimônio. Isso não houve, eu tenho como provar absolutamente tudo”, completa.

O médico disse que a perda financeira com as operações foi de R$ 15 milhões. “A perda financeira ao longo do tempo foi de cerca de 12 a 15 milhões [de reais]. Entretanto, clientes entraram com ações civis e cobram juros, correção, enfim, diversas situações. Então, às vezes, pode sair na mídia que houve uma perda de 30 milhões, mas não foi isso, absolutamente não foi isso”, salienta.

Prisão

Conforme publicado pelo , o médico foi preso em seu consultório, pela 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra. Ele havia chegado em Mato Grosso há menos de um mês.

Contra ele, também foi cumprido mandado de busca e apreensão. Na casa e no consultório do médico foram apreendidos um computador, um celular, um veículo e diversos cartões de diferentes bancos, além de bens de alto valor, sem comprovação de origem lícita e incompatíveis com a renda declarada pelo investigado.

As investigações apontam que o médico captava recursos de terceiros sob a promessa de investimentos no mercado financeiro, com promessas de altos rendimentos. Contudo, não há indícios de que os valores tenham sido efetivamente aplicados.

A análise da quebra de sigilo bancário, realizada pela Delegacia Especializada na Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD), revelou movimentações financeiras atípicas, saques em grande volume, ausência de repasses às vítimas e inexistência de saldo expressivo nas contas vinculadas ao investigado.

O inquérito policial segue em andamento, com apuração dos crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores, entre outros delitos conexos.

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Link da Matéria – via RD News

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