
O governador Mauro Mendes (União) afirmou que há indícios de facilitação na fuga das chefes de facções criminosas no Norte de Mato Grosso, Angelica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como Angeliquinha , e Jessica Leal da Silva, de 36 anos, conhecida como Arlequina. As duas escaparam da Penitenciária Feminina Ana Matia do Couto May, localizada em Cuiabá, na madrugada de domingo (17).
Em conversa com a imprensa na manhã desta quinta-feira (21), Mauro afirma que já cobrou duramente o secretário de Estado de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato, e que alguém falhou. “Está tendo falha, com certeza. Eu já cobrei duramente o secretário de Justiça. Eles estão investigando”, afirma.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
“Existem indícios lá que, em breve, a gente vai mostrar isso, muito forte. E a gente está trabalhando duramente para identificar responsáveis. Com certeza, para ter fuga daquele jeito ali é porque alguém falhou, alguém cooperou”, dispara.
O governador salientou que, se possível, vai “cortar da própria carne”. “Nós tivemos 11 policiais penais presos. Vocês têm dúvida disso? Já prendemos advogados, já prendemos um monte de gente lá. As coisas mudaram lá dentro”. “ Para ter fuga daquele jeito ali é porque alguém falhou, alguém cooperou” Mauro Mendes
Questionado sobre a volta do líder do Comando Vermelho em Mato Grosso e considerado de alta periculosidade, Sandro da Silva Rabelo, conhecido como “Sandro Louco”, ao convívio comum da Penitenciária Central do Estado (PCE), Mauro não quis se pronunciar.
Fuga
Como já informado pelo , Angeliquinha e Arlequina fugiram da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, localizada em Cuiabá, na madrugada de domingo (17).
Segundo a Secretaria de Justiça, equipes das forças de segurança fazem buscas por ela e por Arlequinha. O Serviço de Operações Penitenciárias Especializadas (SOE) presta apoio na segurança da unidade prisional.
Líder do crime no norte de Mato Grosso, Angelica é condenada a mais de 250 anos de prisão. Já Jessica, conhecida como Arlequina, está respondendo por tráfico.
A Secretaria de Estado de Justiça pede ainda que qualquer informação sobre as chefes do crime seja enviada ao disque denúncia da Polícia Civil e da Polícia Penal: 197 e (65) 98126-0185. A Sejus garante o sigilo sobre as identidades dos denunciantes.
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