
O governador Mauro Mendes (União Brasil) negou a notícia que tentou articular nos bastidores um encontro entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e o e presidente da República Jair Bolsonaro (PL). Segundo a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, a ideia era realizar um encontro para tratar da crescente crise entre o bolsonarismo e o Supremo.
Na publicação, Malu Gaspar informa que a proposta do encontro com Bolsonaro partiu do governador de Mato Grosso. Mauro Mendes é próximo dos dois.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
“A jornalista divulgou alguma coisa que ela me perguntou e eu disse que não era verdade. Eu disse que não era verdade. Divulgou uma mentira que não procede. Uma notícia que não procede”, disse Mauro Mendes, na manhã desta segunda-feira (18), enquanto aguardada a chegada do presidente do STF, ministro Luis Roberto Barroso, para palestra no Liceu Cuiabano, pelo projeto Diálogos com as Juventudes.
Apesar da negar a articulação do encontro entre Gilmar Mendes e Bolsonaro, Mauro Mendes admite que tem atuado nos bastidores, de forma discreta, para ajudar o ex-presidente, réu na ação penal sobre a trama golpista, que se encontra em prisão domiciliar. Segundo alguns interlocutores, o próprio Bolsonaro reconhece a contribuição do governador para amenizar sua situação.
“Silenciosamente, eu faço centenas de coisas. O meu estilo sempre foi esse, trabalhar mais, fazer menos barulho, entregar mais resultado”, completou o governador, mesmo desmentindo a informação de Malu Gaspar.
Pacto de silêncio
A publicação de O Globo informa que Gilmar Mendes teria dito que antes da reunião, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que articulou sanções dos Estado Unidos contra o Brasil, precisaria parar de atacar o Supremo e fazer uma espécie de “pacto de silêncio”, o que não ocorreu.
Além disso, Bolsonaro foi preso na véspera do encontro. A situação frustrou o que seria um movimento de aproximação.
Àquela altura, o governo dos Estados Unidos já havia suspendido os vistos de oito ministros do STF – entre eles, o próprio Gilmar Mendes, que é mato-grossense de Diamantino.
Mauro Mendes culpa o presidente da República Lula (PT) pelo tarifaço sobre as exportações brasileiras, minimiza os efeitos da atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e apoia a anistia aos condenados do 8 de Janeiro de 2023 e o impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes.
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