
O governador Mauro Mendes (União) defendeu a renomeação do capitão Ronaldo Reiners ao cargo de ajudante de ordens da Casa Militar, em substituição ao cabo Wailson Alesandro Medeiros Ramos, preso na Operação Office Crimes – A Outra Face, que investiga o assassinato do advogado Renato Nery, em Cuiabá. A nomeação foi publicada no dia 5 de março.
O capitão foi investigado e preso na Operação Simulacrum, que desbaratou um grupo de extermínio que, segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), realizou 24 execuções em Mato Grosso por meio de simulação de confrontos. O oficial havia sido retirado da equipe de segurança do governador em março de 2022, 15 dias antes da Operação Simulacrum.
Ao ser questionado sobre o fato de Ronaldo Reiners ser investigado e nomeado ao cargo, o governador se irritou e destacou que o militar não foi julgado “Ele foi condenado?”, rebateu. Questionado sobre a situação de Wailson, que não foi condenado também, Mendes alegou que neste caso, existem “elementos” distintos do caso envolvendo Reiners.
Dias antes de ser preso em 2022, Ronaldo Reiners estava lotado na governadoria, no núcleo de defesa de dignitários e era responsável pela segurança do governador do estado e da família dele. A investigação da Simulacrum aponta que militares sumulavam confrontos com pessoas que tinham passagens pela polícia, para executá-lo e se beneficiarem dentro da Polícia Militar.
O crime é semelhante com o que está sendo investigado na ocultação da arma que matou Renato Nery. Segundo a investigação da Polícia Civil, a arma usada para matar o advogado Renato Nery foi encontrada, em julho do ano passado, nas proximidades do Contorno Leste após um possível “confronto” entre militares e bandidos.
O cabo Wailson Alesandro Medeiros Ramos, o soldado Wekcerlly Benevides de Oliveira, e o 3º Sargento Leandro Cardoso são acusados de terem “plantado” a arma no local alegando que era dos criminosos. Os 3 foram presos na manhã dessa quinta-feira (6).
As investigações apontam que a arma do crime estava com o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, na chácara do sargento Heron Teixeira Pena Vieira, suspeito de ter subcontratado Alex para assassinar Renato Nery. Heron tem mandado de prisão aberto e está foragido.

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