
O governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), está “equivocado” ao defender a manutenção dos “mercadinhos” nas unidades prisionais do estado. Além disso, sinalizou que pode vetar esse trecho do projeto de lei , aprovado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), no último dia 8 de janeiro, garantindo o funcionamento das cantinas com rigor na fiscalização e proibição de itens como carnes e bebidas.
Segundo Mauro Mendes, o Governo do Estado cumpre seu papel ao garantir os itens básicos aos reeducandos. Por isso, considera com mercadinhos como regalia e defende a proibição.
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“O desembargador Orlando Perri merece todo nosso respeito, é um desembargador que tem muita história dentro do Tribunal, mas acho que ele está equivocado neste ponto. O Estado fornece quatro refeições lá dentro, refeições balanceadas, custa caro. Não tem porque ter mercadinho lá. Se o cara quer beber whisky, cervejinha, cigarrinho, fique aqui fora trabalhando e seja um cidadão decente, seja um cidadão honesto”, disse Mauro Mendes, em entrevista à Rádio CBN, nesta segunda-feira (13).
Orlando Perri, que é supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF-MT), responsável por acompanhar as condições das unidades prisionais no Estado, afirma que o Estado bem sempre supre os itens básicos aos detentos. Por isso, diz que os mercadinhos cumprem esse papel.
“Nem sempre os materiais do Estado chegam com a necessidade necessária. Nós vemos várias unidades do interior que faltam materiais básicos. As cantinas têm esse papel. Quando o Estado falha na concessão ou distribuição, as cantinas suprem isso”, explicou o desembargador, na semana passada, antes da aprovação da lei sobre sistema prisional.
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