
Em meio às articulações para a reta final da disputa eleitoral em Mato Grosso, o candidato Maurício Coelho (Mobiliza) busca marcar posição ao tentar atrair o eleitorado de baixa renda e os trabalhadores da zona urbana. Parafraseando a emblemática promessa da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022, quando o hoje presidente defendeu “colocar o pobre no orçamento”, Coelho afirmou que sua prioridade máxima de governo é incluir a classe trabalhadora nas contas públicas estaduais.
“A principal discussão é colocar vocês na pauta do nosso orçamento. O trabalhador urbano. Mato Grosso é um estado que de fato se tornou um estado para o gigante que planta, e a gente precisa mostrar que o trabalhador urbano também precisa de estar na pauta”, declarou o candidato durante entrevista nos bastidores de um debate.
A estratégia busca fazer um contraponto direto à forte vocação do agronegócio no estado, voltando os olhos para a população das cidades. Além das propostas voltadas ao trabalho, Coelho demonstrou preocupação com a saúde fiscal de Mato Grosso e fez alertas sobre o risco de desequilíbrio nas contas públicas no curto prazo.
Citando análises do setor financeiro, o candidato ressaltou que a gestão orçamentária precisa ser tratada com rigor técnico para evitar o estrangulamento das finanças públicas do estado. “Mais importante do que fulanizar esse tema, gente, é a gente perceber que esse tema significa a maior fatia do orçamento. Não é um tema político, é um tema administrativo. Tem um relatório da XP do meio deste ano mostrando que este ano Mato Grosso já vai entrar em déficit fiscal”, alertou Coelho.
Segundo ele, o volume de recursos envolvido impede que o assunto seja ignorado ou tratado de forma superficial durante os confrontos e debates na televisão. “Então, ou seja, ou a gente arruma o orçamento ou a gente vai ter problema. Não dá para fugir de um tema que custa R$ 15.6 bilhões para o estado, é mais do que o orçamento da saúde, da educação e da segurança somados, não dá para fugir disso”, concluiu.
Questionado sobre polêmicas e trocas de acusações ocorridas em encontros anteriores, Maurício Coelho minimizou os atritos com adversários e disse considerar os episódios um “assunto ultrapassado”, garantindo que manterá o foco em propostas administrativas e econômicas para o estado.

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