Mato Grosso é o 3° estado que mais apreende cocaína no país, aponta estudo

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Mato Grosso ocupa o terceiro lugar entre os estados brasileiros com o maior volume de cocaína apreendida no Brasil, no ano de 2023, segundo o Atlas da Violência 2025. Conforme o relatório, foram apreendidos 19,8 toneladas da droga no estado no referido ano, somando dados das polícias estaduais e da Polícia Federal.

O levantamento, feito a partir dos registros do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), mostra que Mato Grosso ficou atrás apenas de São Paulo (41,9 toneladas) e Mato Grosso do Sul (29,7 toneladas) nas apreensões totais de cocaína no país.

Atlas da Violência 2025

Os pesquisadores destacam também que “estados da rota internacional de drogas, seja por meio terrestre, aéreo ou marítimo, são os locais das maiores apreensões”. Mato Grosso, por fazer fronteira direta com a Bolívia, aparece como ponto estratégico do tráfico transnacional.

Esses dados coincidem com os números apresentados pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron), que apontou a apreensão de 18,4 toneladas de entorpecentes em 2023, e de 19 toneladas apenas nos primeiros quatro meses de 2024, indicando continuidade do fluxo de tráfico na região. Polícia Militar – MT

Apreensão de 1 tonelada de cocaína realizada pela Polícia Militar e pelo Gefron, em Pontes e Lacerda, no mês de janeiro.

O Atlas da Violência destaca ainda a complexidade na contabilização das apreensões de drogas no país, dado que “muitas operações são realizadas de maneira integrada e registradas em cada instituição envolvida, gerando duplicidade de registros”.

Apesar desses desafios metodológicos, os autores ressaltam que o volume de droga retirada de circulação é um dos principais indicadores do poder de atuação de organizações criminosas.

 “A quantidade de drogas apreendidas é uma das maneiras mais tradicionais de medir a presença de grupos criminosos no território e seu poder financeiro”, aponta o documento.

Atlas da Violência 2025

O Atlas também alerta para a necessidade de integrar dados periciais nas estatísticas oficiais, a fim de aprimorar a identificação das substâncias e evitar subnotificações ou distorções. Para isso, foi criado o Programa Nacional de Integração de Dados Periciais sobre Drogas (PNIDD), que visa padronizar e qualificar a coleta e o tratamento das informações em nível nacional.

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Link da Matéria – via RD News

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