
Na fria e introspectiva Suíça, o cuiabano Ton Oliveira, 36, encontrou uma maneira de levar a energia brasileira para a Europa. O massagista se mudou para Genebra com a esposa, há 3 anos e meio, com o sonho de empreender e viver melhor no Velho Continente.
Motivado em sair da zona de conforto, o empresário decidiu abraçar novos desafios sem nunca ter residido fora de sua cidade natal. A escolha pela Suíça aconteceu após a esposa e também empresária, Cláudia Ferreira, ser convidada a ministrar uma palestra no país. À primeira vista, o encanto diante do novo lar foi imediato. Ao , o imigrante detalha o momento da chegada. Arquivo pessoal
“A minha primeira impressão da Suíça foi de encanto. É um país muito organizado, bonito e seguro. Quando cheguei, fiquei impressionado com a limpeza, a educação das pessoas e a qualidade de vida. Parecia outro mundo para mim, e isso me motivou ainda mais a construir uma nova história aqui”, relembra o massagista.
Com o passar dos anos, o empreendedor foi se adaptando. No começo, o idioma era difícil, mas hoje a comunicação em inglês e francês já é fluente. Durante o primeiro ano no país europeu, a clientela, em sua maioria, era de brasileiros e portugueses residentes na região.
No entanto, com o passar do tempo, os clientes começaram a recomendar os serviços a conhecidos e atualmente os atendimentos também são feitos aos suíços.
“Quando cheguei aqui fiz boas amizades, boas parcerias. Aqui é mais forte o boca a boca do que as redes sociais. Após os clientes virem pela primeira vez fazer a massagem, eles gostaram, fidelizaram e sempre recomendam meu trabalho para outras pessoas. Depois que comecei a falar e entender o francês e inglês, a minha clientela diversificou muito”, explica.
No futuro, o massagista espera crescer os negócios na Europa e promover a integração das duas culturas.
Os anos no país o fizeram adotar a pontualidade e disciplina dos suíços, porém, sem abandonar o jeitinho alegre de ser brasileiro.
“A pontualidade. Isso é questão de educação para os suíços, inclusive, eu aprendi a ser correto com horário aqui. O suíço é mais contido, valoriza o silêncio e a perfeição nos detalhes. O brasileiro é expansivo, gosta de contato e tem uma alegria contagiante. Eu me sinto privilegiado por viver entre essas duas culturas, porque posso trazer para o meu trabalho o melhor dos dois mundos: disciplina suíça e energia brasileira”, finaliza.

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