
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a quantidade de conflitos no mundo e sugeriu, em tom de ironia, que o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, ganhe um Nobel da Paz para que não tenha mais guerras. Na fala, feita ao lado do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, Lula cobrou, ainda, a existência de uma organização multilateral que seja capaz de intermediar e cessar os conflitos.
“É importante que a gente dê logo um Prêmio Nobel para o Trump para a gente não ter mais guerra. Aí a gente vai viver em paz, tranquilamente”, disse o petista. O comentário faz referência à cobrança de Trump pelo prêmio por ter acabado com várias guerras, segundo o norte-americano.
No início do ano, Trump culpou a Noruega, onde o Nobel da Paz é entregue, por não ter recebido o prêmio e afirmou não se sentir mais na obrigação de “pensar unicamente na paz”.
Leia mais – Comissão autoriza porte de arma para os agentes de fiscalização ambiental; veja
Lula cumpre agenda em Portugal, onde se reúne com o líder português António José Seguro e com o primeiro-ministro Luís Montenegro. O país é o último da agenda que o petista cumpre na Europa.
A expectativa é que nas reuniões sejam abordados temas como cooperação aeronáutica, ciência, tecnologia e inovação, além de questões relacionadas à imigração e ao combate à xenofobia.
Preferência comercial
No discurso, o presidente brasileiro negou que o Brasil tenha preferência comercial entre China ou Estados Unidos e defendeu o livre comércio com todos os países. A fala ocorre em meio ao aumento das exportações brasileiras para o país chinês, o que pode gerar retaliação do governo de Donald Trump.
“Não temos preferência comercial entre China e Estados Unidos. Nós queremos ter relação com a China, queremos ter com os EUA, com a Rússia, com todo mundo, sem preferência“, comentou o petista.
A exportação de petróleo brasileiro para a China atingiu US$ 7 bilhões (cerca de R$ 34,9 na cotação atual) e mais que dobrou no primeiro semestre de 2026. Como quase 40% da commodity que passa pelo estreito de Ormuz tem como destino o país asiático, a guerra no Oriente Médio obrigou a procura por novas rotas de fornecimento.

Faça um comentário