
Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula em sítio dentro do assentamento Santo Antônio da Fartura, em Campo Verde
Ovacionado desde a sua chegada ao Assentamento Santo Antônio da Fartura, em Campo Verde (a 131 km de Cuiabá), na manhã deste sábado (24), o presidente Lula (PT), em seu discurso, valorizou o fomento aos pequenos produtores e a relação civilizada com o governador Mauro Mendes (UB), que mesmo tendo viés político divergente, não existem empecilhos para o trabalho conjunto entre o Governo Estadual e Governo Federal.
A vinda de Lula a Mato Grosso foi articulada pelo Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), que acompanhou o presidente em toda a visita dentro do assentamento. Lá, viram de perto a produção, conversaram com os produtores e tiraram fotos (veja galeria)
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Presidente Lula em assentamento Santo Antônio da Fartura, no município de Campo Verde, ao lado do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro
Mauro pertence ao arco de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e lidera um estado majoritariamente de oposição a Lula. Na oportunidade, Lula destacou que as relações precisam convergir para o interesse em comum, que é a sociedade brasileira, sem vaidades ou revanchismo.
A exemplo disso, citou a iniciativa de Mauro de assumir a BR-163, embora seja de competência federal. O presidente pediu empenho do governador para a conclusão completa da obra para que possa trafegar e ver duplicação da rodovia, que é uma das principais na escoação da produção agrícola mato-grossense e relembrou que havia ordenado ao Banco Nacional do Desenvolvimento (BDNS) a liberar recursos
“Hoje é um dia que volto para Brasília com mais orgulho que cheguei. Primeiro, porque sempre que pode, a gente tenta passar para a sociedade a ideia de uma governança civilizada, que faz com que pessoas de diferentes posições ideológicas se encontrem, participem de atos juntos, confraternizem e e depois cada um volte para sua atividade e quando chega na campanha escolhe seu lado”, indicou, ao acusar que em governos passados, ser oposição à gestão, representava falta de investimentos, medida que é diferente do seu.
“A gente não pode deixar o governador fazer e não colocar dinheiro. O BNDS, nessa desmonstração veio liberar um investimento de quase R$ 5 bilhões […] Eu peço a Deus, governador, que você termine essa estrada, para que eu possa um dia trafegar nela”, emendou o presidente, ao relebrar que foram liberados R$ 5 bilhões de financiamento para as obras.
Além do governador e do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), estiveram presentes no evento o secretário-executivo do Mapa, Irajá Lacerda presidente do BNDS, Aloisio Mercadante; ex-federal Rosa Neide, estaduais Lúdio Cabral, Henrique Lopes e Valdir Barranco, do PT; deputado Wilson Santos (PSD); prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes (UB); ex-prefeito de Rondonópolis, Zé do Pátio e a ex-primeira-dama, Dona Neuma, do PSB; os reitores da UFMT, Marluce Silva e do IFMT, Júlio Santos.
Programa Solo Vivo
Idealizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o programa Solo Vivo trabalha para a recuperação de solo degradado, visando aumentar a produtividade e competividade dos agricultores familiares. O objetivo é reduzir as desigualdades na produção rural. A iniciativa conta com a parceria do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado de Mato Grosso (Fetagri/MT). Ricardo Stuckert / PR
Assentamento Santo Antônio da Fartura, em Campo Verde
O IFMT é responsável pela análise do solo nos locais selecionados pela Fetagri e, a partir do laudo, o Mapa fornece equipamentos, máquinas e insumos necessários para a preparação do solo. Piloto do programa, Mato Grosso terá 10 assentamentos beneficiados, inicialmente. Além de Campo Verde, são realizadas coletas e análise de solo em propriedades de Alto Araguaia, Poconé, Rosário Oeste, Barra do Bugres, São Félix do Araguaia, Matupá, Juína, Pontes e Lacerda e São José dos Quatro Marcos.
Assentamento abastece Cuiabá e VG
O Assentamento Santo Antônio da Fartura, localizado a cerca de 45 km do centro de Campo Verde (MT), é um dos maiores e mais organizados assentamentos de reforma agrária do estado. Criado oficialmente em 2002, ele abriga aproximadamente 820 famílias, somando cerca de 3.200 moradores.
A comunidade conta com uma infraestrutura completa, incluindo escolas, unidades de saúde, comércio, igrejas e vias pavimentadas. A principal atividade econômica é a agricultura familiar, com produção de hortaliças, frutas e legumes, sendo responsável por cerca de 70% do abastecimento desses produtos em cidades como Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis.
O assentamento também possui uma agroindústria administrada pela Coopersaf, que produz derivados da cana e do trigo, como rapadura, melaço, caldo de cana, açúcar mascavo e bolos. A proximidade com a BR-070 facilita o escoamento da produção e o acesso à região.
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