
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) disse que os vereadores “tem mais o que fazer” ao ironizar a moção de repúdio que a Câmara de Cuiabá aprovou contra o parlamentar após a defesa de mercadinhos nos presídios de Mato Grosso.
Em entrevista ao , o petista sugeriu que a Câmara concentre seus esforços em problemas da Capital, como a fiscalização da Prefeitura de Cuiabá.
“Vereador tem mais o que fazer do que propor moção de repúdio contra o parlamento estadual. O que o vereador precisa é fiscalizar os atos do prefeito, cobrar o fim da taxa de lixo em Cuiabá, cobrar o fim da buraqueira, enfrentar as filas na saúde pública, colocar a educação para funcionar com a qualidade que as nossas crianças merecem. É esse o esforço que a Câmara precisa colocar toda a sua energia”, disparou.
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A moção de repúdio foi proposta pelo vereador Dilemário Alencar (União) e também atinge os outros 12 deputados que votaram pela derrubada do veto do governador Mauro Mendes (União) ao trecho da lei que autorizava o funcionamento de pequenos comércios nas unidades prisionais. A votação aconteceu de forma secreta, o que gerou críticas por parte do Executivo.
Durante entrevista ao Jornal do Meio Dia (TV Vila Real, canal 10.1), Lúdio defendeu a decisão da Assembleia e argumentou que a manutenção dos mercadinhos foi discutida com diversas autoridades e órgãos responsáveis pelo sistema penitenciário.
Lúdio ainda citou o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que defendeu os mercadinhos sob o argumento de que os estabelecimentos suprem demandas por produtos que não são fornecidos pelo Estado dentro das unidades prisionais.
“Qualquer posicionamento contrário desrespeita a Secretaria de Segurança Pública, o Ministério Público, o Tribunal de Justiça, o sistema penitenciário e a polícia penal. A análise de veto tem que ser secreta. Eu me posiciono em todos os vetos publicamente. Agora, o voto tem que ser secreto em veto para que deputados ou vereadores da base possam derrubar o voto com segurança, sem sofrer nenhum tipo de retaliação”, justificou.

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