
O cantor Louis Tomlinson, ex-integrante da banda One Direction, foi vítima de uma quadrilha que desviou cerca de 3,7 milhões de euros (aproximadamente R$ 23 milhões) de fundos de aposentadoria. O britânico acreditava estar ajudando a impulsionar o time Doncaster Rovers.
O caso aconteceu em 2014, mas os criminosos Kevin Phelan, Daniel Giles e Adrian Bashforth foram condenados apenas em agosto de 2025. Segundo os promotores, a quadrilha usou o time como fachada para justificar à polícia o dinheiro desaparecido.
Na época, Tomlinson lançou um financiamento coletivo nas redes sociais, se reuniu com membros da quadrilha em sua casa e chegou a convidá-los para um show do One Direction, em Dublin, sem saber que estava sendo enganado.
O cantor estava determinado a ajudar o Doncaster Rovers a chegar à Premier League. Ele pretendia comparecer a treinos, criar um espaço para torcedores e até oferecer um show da boy band no estádio.
Louis ainda assinou um acordo dizendo que entregaria 70% das ações do Doncaster à empresa Sequentia Capital SA, sediada em Belize. No entanto, segundo o tribunal, a companhia recebia “dinheiro de pensão roubado”.
Durante o julgamento, mensagens interceptadas mostraram que os golpistas usavam a imagem do artista para dar credibilidade ao esquema.
“Estou sendo interrogado há algumas horas por causa do garoto 1D. A galera quer vir para a próxima reunião, cara. Acho que 16 milhões de seguidores sofreram lavagem cerebral. Muito, muito interessante. Vamos juntos agora e construir um bom fundo de luta”, escreveu Daniel Giles em uma das conversas.
Louis declarou que não sabia do golpe e desabafou: “Estou arrasado com o fato de o negócio com o Doncaster não ir adiante. Estou desesperado para que o clube receba o reconhecimento que merece. Disseram-me que o acordo para comprar o clube não dependia do dinheiro arrecadado por meio de financiamento coletivo. Infelizmente, fui enganado.”

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