
O juiz Romeu da Cunha Gomes, da 56ª Zona Eleitoral de Brasnorte (a 587 km de Cuiabá), recebeu a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o prefeito reeleito, Edelo Ferrari (União Brasil), acusado de compra de votos em troca de frangos congelados e combustível , transporte irregular de eleitores e aliciamento de indígenas para transferência de domicílio eleitoral. A manifestação é do dia 7 de janeiro e concede o prazo de 5 dias para os investigados apresentarem defesa e juntada de documentos.
Também são alvos na ação a vice-prefeita Roseli Borges e o vereador, também reeleito, Gilmar Celso Gonçalves, conhecido como “Gilmar da Obras”, todos do União Brasil, além de outras quatro pessoas que teriam atuado no suposto plano de angariação de votos para Edelo. Reprodução
O prefeito reeleito Edelo Ferrari (União Brasil)
Segundo as investigações, houve intenso aliciamento de indígenas da etnia Enawenê-Nawê com oferta de vantagens para que transferissem o domicílio eleitoral para Brasnorte, uma vez que a Terra Indígena está localizada no território dos municípios de Juína, Comodoro e Sapezal.
No que se refere à compra de votos, teriam sido oferecidas vantagens como dinheiro, combustível e frango congelado para os eleitores da etnia Enawenê-Nawê. O Ministério Público Eleitoral baseou sua denúncia em vídeos, depoimentos e registros de transferências bancárias.
A denúncia destaca que os votos dos indígenas Enawenê-Nawê foram determinantes para o resultado do pleito. Dos 107 eleitores transferidos para Brasnorte, 96 votaram, representando um índice de abstenção muito inferior à média do município. Edelo recebeu 4.634 votos (50,85%), vencendo por apenas 155 votos o delegado Eric Fantin (PL), que recebeu 4.479 votos (49,15%).
A ação pode culminar na cassação do diploma dos denunciados, decretação da inelegibilidade por 8 anos e pagamento de multa de até R$ 53,2 mil.
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