Justiça nega reverter demissão de ex-delegado, mas cobra explicações da corregedoria e Estado

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O juiz da 1ª Vara Cível de Juara, Laio Portes Sthel, negou o pedido do ex-delegado Eric Fantin para suspender processos administrativos que resultaram na sua demissão do cargo de delegado na Polícia Civil. Na decisão, o magistrado ainda determinou que a corregedoria da instituição e o governo do Estado encaminhem explicações sobre o ato de exoneração.

Na decisão, o magistrado destacou que, apesar de Fantin ter solicitado a suspensão das sindicâncias “em razão do risco de eventual exoneração”, essa exoneração já havia sido oficializada pelo governador Mauro Mendes (União), no dia 14 de março.

“Nesta senda, ante o pedido liminar de suspensão das sindicâncias em razão do risco de eventual exoneração, e a posterior ocorrência da exoneração, houve o perecimento do efeito almejado com o requerimento da medida liminar, e, por conseguinte, não está evidente nos autos a possibilidade da ocorrência de lesão irreversível ao direito da parte impetrante ou dano de difícil reparação, porquanto já consumada e sequer impugnada a exoneração em si nos presentes autos”, cita.

 

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Conforme noticiou o , Fantin ingressou com um pedido de liminar na Justiça apontando supostas irregularidades no resultado do seu estágio probatório, período em que servidores públicos passam por avaliação para confirmar sua capacidade e aptidão para o cargo.

No caso do delegado, que ocupava um cargo com salário de R$ 32 mil, a avaliação recomendou a demissão. Fantin alega irregularidades no processo.

Diante disso, a Justiça também mandou que o corregedor auxiliar da PJC e o Estado de Mato Grosso prestem informações no prazo de 10 dias. O Ministério Público também será ouvido antes da decisão final.

 

Polêmica

Eric ficou conhecido durante a eleição de 2024, após travar uma disputa intensa contra o atual prefeito Edelo Ferrari (União Brasil), que conseguiu se reeleger por uma margem apertada de 155 votos. A campanha entre os dois candidatos foi acirrada e ganhou repercussão estadual após o vazamento de um vídeo íntimo envolvendo o delegado Eric Fantin, que concorreu ao cargo de prefeito.

 

Na gravação, o então delegado aparece em um momento íntimo com uma mulher enquanto ainda era casado. O delegado inicialmente afirmou que o vídeo era falso, mas, após pressão e repercussão negativa, recuou e pediu desculpas públicas.

Em sua defesa, Fantin alegou que o vídeo foi gravado sem sua permissão, supostamente sob ordens de terceiros, e justificou o episódio como resultado de uma crise conjugal.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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