
A 4ª Vara do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias da Comarca de Cuiabá determinou o bloqueio de R$ 22 milhões de uma quadrilha de policiais militares, suspeita de crimes financeiros nos estados de Mato Grosso e Goiás.
Os agentes são alvos da Operação “Fides Fracta”, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).
As investigações tiveram início após o Gaeco constatar um enriquecimento incompatível com a renda de um dos policiais militares. A partir disso, foram identificados indícios de envolvimento de mais agentes em diversas práticas criminosas.
Os crimes investigados incluem:
Agiotagem e extorsão
Lavagem de dinheiro
Falsificação de documentos e ocultação Patrimonial
Organização criminosa e crimes conexos (como Usura)
A operação foi autorizada pela 4ª Vara do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias da Comarca de Cuiabá, que expediu os mandados de busca e apreensão domiciliar, sequestro de bens e determinou o bloqueio de valores de até R$ 1 milhão por investigado.
A Operação “Fides Fracta” tem como objetivo colher provas para responsabilização criminal dos envolvidos, impedir a dissipação de bens adquiridos com recursos ilícitos e garantir a efetividade da persecução penal. Os crimes apurados incluem organização criminosa (Lei 12.850/13), lavagem de dinheiro (Lei 9.613/98), extorsão, usura e delitos conexos.
“Fides Fracta”
Elo Fraco significa que a vinculação dos militares à Instituição Militar foi rompida pelo envolvimento em práticas criminosas, o que não implica comprometimento da lisura dessa Força de Segurança, que mantém a credibilidade junto ao povo mato-grossense.
Denúncias sobre organizações criminosas podem ser feitas anonimamente pelos seguintes canais de comunicação do Ministério Público ou da Polícia Militar: 127 – Ouvidoria do Ministério Público de Mato Gross e 190 – Polícia Militar.

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