Júri de Paccola é adiado novamente e fica para novembro

Imagem

O julgamento do tenente-coronel da Polícia Militar e ex-vereador Marcos Paccola, acusado de matar a tiros o agente penal Alexandre Miyagawa, conhecido como “Japão”, foi adiado novamente. Conforme despacho da juíza Monica Catarina Perri Siqueira, a sessão do Tribunal do Júri foi remarcada para o dia 17 de novembro de 2026, às 9h, em Cuiabá.

 

Em sua decisão, a magistrada justificou a nova mudança de data se devia à necessidade de “readequação da pauta”. 

 

“Considerando a readequação da pauta, adio a sessão de julgamento do acusado Marcos Eduardo Ticianel Paccola, para o dia 17 de novembro de 2026, às 09h”, diz trecho da decisão.

 

Leia também – STJ anula decisão sobre fazendas avaliadas em R$ 170 milhões  

O julgamento estava previsto inicialmente para ocorrer em 27 de agosto, mas foi adiado depois que o advogado Ricardo da Silva Monteiro renunciou à defesa de Paccola. O defensor alegou “motivo de foro íntimo” para deixar o caso.

 

Paccola também havia declarado que não queria ser defendido pela Defensoria Pública. Na ocasião, o julgamento foi remarcado para 22 de outubro para que a nova defesa tivesse tempo de acessar os autos e analisar o processo.

 

Relembre o caso

 

O ex-vereador é acusado de matar Alexandre Miyagawa de Barros a tiros em 1º de julho de 2022, no bairro Quilombo, em Cuiabá.

 

Segundo a denúncia do Ministério Público, Alexandre estava acompanhado da companheira, que discutia com algumas pessoas na rua. O agente tentava acalmar a mulher e mantinha a arma apontada para o alto quando foi atingido pelos disparos efetuados por Paccola.

 

A acusação sustenta que Alexandre foi atingido pelas costas e não oferecia risco a Paccola ou a terceiros. Laudos periciais apontaram ainda que um dos disparos atingiu a vítima quando ela já estava caída.

 

Paccola, por sua vez, afirma que agiu em legítima defesa própria e de terceiros, alegando que acreditava estar diante de uma situação de risco.

 

O caso teve grande repercussão e resultou na cassação do mandato de Paccola por quebra de decoro parlamentar.

 

Em 2024, a Justiça determinou que o ex-vereador fosse submetido ao Tribunal do Júri. A decisão foi posteriormente mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Link da Matéria – via Gazeta Digital

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*