
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) reclamou do atraso e desencontro com o governador Mauro Mendes (União Brasil) para uma reunião na sede do partido em Cuiabá, na noite de segunda-feira (6), que iria tratar sobre as tratativas iniciais de construção de chapas. Embora o encontro estivesse agendado para as 19h, Mauro, que preside do UB no estado, chegou por volta das 21h, quando grande parte das lideranças haviam ido embora, pois sequer haviam sido comunicados sobre cancelamento ou atraso.
ALMT
Deste modo, frente ao “chá de cadeira”, Júlio relatou que seu grupo foi embora por volta das 20h45, salientando que nada foi definido, pois a peça principal do tabuleiro, o presidente do partido, não chegou no horário programado. Na noite de segunda, Mauro fez a entrega da reforma da sede de Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT): “Eu sou rigorosamente obedecido de horários. Eu acho que quando você se convoca uma reunião para começar às 19h, você não pode fazer os seus parceiros esperarem até 21h”.
“A maioria [decidiu] que íamos cuidar de nossas atividades, porque achávamos que o governador não ia chegar. Lamentavelmente, esse desencontro é muito ruim. Chegamos e não conversamos nada. Só conversávamos, como diz o ditado, em termos populares, jogamos conversa fora, porque nada foi decidido”, reclamou, por entender que outros partidos estão mais organizados para as eleições de 2026.
Segundo o parlamentar, integrantes do PP, que está federado ao União Brasil, formando o União Progressistas, alertaram que não devem seguir no grupo por enxergarem um cenário complicado para conseguirem se eleger à Assembleia Legislativa (ALMT) e à Câmara dos Deputados, assim, devem buscar outros partidos aliados, sem tantos nomes de peso, como PRD, Podemos, PSDB e outros.
Para disputa à ALMT, o União Progressista deve ofertar uma lista com 25 pré-candidatos, entre ele, sete mulheres. E para a Câmara Federal, mais 9 nomes, sendo três mulheres. Assim, Júlio compreende que a meta é fazer filiações partidárias, que devem contar a direção e ajuda o presidente do partido – que não estaria se mostrando aberto para dialogar sobre eleições, mesmo sendo líder de uma forte legenda.

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