
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) rejeitou a tese de que a gestão da Prefeitura de Várzea Grande, sob Flávia Moretti (PL), esteja enfrentando um “boicote” no Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG), resultando em problemas na rede de abastecimento da cidade. O município sofre historicamente com dificuldades com a rede de distribuição, mas desde que Flávia assumiu, houve o aumento de reclamações da “piora” do serviço .
O parlamentar alega que recebeu informações de que houve demissões de guardas e vigilantes, deixando espaços públicos sem monitoramento, ou seja, dando espaço para a “ladroagem” que tem se alastrado por todo o país: “Pode sim demitir funcionários, mas com critérios, desde que não venha a prejudicar [o serviço]”.
JL Siqueira/ALMT
“Houve uma demissão sumária de funcionários e de guardas. As Estações de Tratamento de Água ficaram sem guarda nesse período. Então, todo prédio público que fica sem guarda, você sabe, a ladroagem está muito grande no Brasil todo, em especial também aqui em Mato Grosso, em Várzea Grande”, disparou.
Júlio, que já teve divergências públicas com Flávia, reforçou que seu grupo político não tem sido responsável por qualquer tipo de sabotagem ou interferência na nova administração. Aliás, relatou que ele e seu irmão, senador Jayme Campos (União Brasil), estão empenhados na destinação de emendas para a cidade.
“Não há porquê [nós sabotarmos]. Se nós, que somos oposição, queremos ajudá-la a resolver o problema, estamos dispostos a fazer o possível, dar apoio, dar recurso, dar emenda, quem iria fazer sabotagem? O ex-prefeito Kalil Baracat não é homem disso. Só se é algum outro grupo, sei lá, Comando Vermelho, alguma coisa disso aí, PCC, sei lá o quê. Não é por parte dos políticos”, argumentou.
Nesta semana, mais de 100 bairros ficaram sem água por problemas em duas ETAs que precisaram passar por manutenções emergenciais, como a reposição de cabos furtados ou danificações. Ao todo, o município contabiliza mais de 7 boletins de ocorrência referente a furtos cometidos contra o DAE em 2025. Para Jayme, além da água, a prefeita ainda conta com outros grandes desafios na gestão.
“Eu espero que a prefeita Flávia, agora mais assentada no cargo, concentre mais junto com o seu vice-prefeito, Tião, no sentido de resolver os problemas mais graves de Várzea Grande, que é não só a água, mas também o mato que está tomando conta, a chikungunya, que está tomando conta, e também os buracos das ruas”, completou.
Flávia decretou estado de calamidade pública por causa da crise no abastecimento de água potável. Segundo o documento, o estado de calamidade pública terá duração de 180 dias, podendo ser prorrogado mediante relatório técnico e aprovação do Comitê de Gestão de Calamidade Pública do Município.
Outro lado
Em resposta à reportagem do , o DAE pontuou que, embora tenha ocorrido desligamentos de servidores temporários, nenhum posto de trabalho que já contava com servidores efetivos foi desguarnecido. Além disso, salientou que poços artesianos e pontos de manobra de registros nunca contaram com segurança fixa ou monitoramento eletrônico.
O presidente do DAE, Sandro Azambuja, reforçou o compromisso com o povo várzea-grandense para o reestabelecimento do abastecimento. Ele relatou que conta com o apoio de equipe do DAE, secretarias do município e da Guarda Municipal, que intensificou ações para combater atos de “sabotagem”.
“Nosso compromisso é com a população. Estamos reforçando a segurança, investindo em medidas preventivas e garantindo que a cidade não fique refém de criminosos que sabotam o abastecimento. A união entre as secretarias e o apoio da Guarda Municipal são fundamentais para proteger o patrimônio público e a nossa equipe”, destacou.
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