Júlio ironiza operação sobre suposta compra de votos em VG

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O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) saiu em defesa dos 13 vereadores de Várzea Grande, alvos da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado de Mato Grosso (GAECO-MT),  nesta terça-feira (20), para investigar suspeitas de compra de votos e outras irregularidades na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. O parlamentar colocou em dúvida as denúncias e questionou o tempo transcorrido entre a eleição e a ação policial.

 

Em entrevista à imprensa, Júlio afirmou que recebeu com surpresa a operação, e observou atitudes questionáveis. Mas evitou comentar a possível compra de votos, objeto inicial da denúncia.

 

“Eu não acredito muito nessa história, porque, se houve essa compra de voto, houve também uma disputa renhida. O Wanderley ganhou a eleição do Lucas por um voto. Quer dizer, há uma bancada hoje bastante disputada lá em Várzea Grande”, afirmou.

 

O deputado também questionou a demora para a deflagração da operação. Segundo ele, a eleição da Mesa ocorreu em maio, enquanto a ação foi realizada apenas em outubro, o que, na avaliação dele, causa estranheza.

 

“É meio estranho, né? Porque a mesa foi em maio, para fazer uma operação agora em outubro, novembro”, disse.

 

Na mesma entrevista, Júlio comparou o caso às denúncias envolvendo a administração da prefeita Flávia Moretti (PL). Ele afirmou que, apesar das acusações que já vieram a público contra a gestão municipal, não percebeu o mesmo avanço nas apurações.

“Estranho. Há várias denúncias que foram feitas em relação à administração municipal. A gestão da prefeita Flávia Moretti e nunca houve nenhum prosseguimento. Essa da Câmara Municipal também, não sei se tem fundamento ou não”, concluiu. 

 

A operação cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. A investigação apura possíveis práticas de corrupção, cooptação de agentes públicos e obtenção de vantagens indevidas relacionadas à escolha da direção do Legislativo municipal. 

 

A eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e uma nova escolha deverá ocorrer até dezembro.

 

Operação Cathedra Venalis

 

A ação mobilizou mais de 200 agentes de diferentes forças de segurança e teve como alvos vereadores de Várzea Grande, os parlamentares cuiabanos Ilde Taques e Alex Rodrigues, o suplente Samir Japonês (PL) e a diretora-geral da Câmara de Várzea Grande, Lorineide Aparecida Trindade Inhan.

 

A força-tarefa reúne o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, além das polícias Militar, Civil e Penal e do Sistema Socioeducativo.

 

 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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