
Aproveitando o dia 1º de maio, gostaria de compartilhar nossa experiência com o programa Jovem Aprendiz. O programa foi criado no ano 2000 e tornou-se obrigatório para as empresas em 2005. Desde então, temos oportunizado essas vagas, preferencialmente, para filhos e parentes dos profissionais que trabalham conosco.
Entendemos que tal medida contribui para a retenção dos profissionais e um maior acolhimento dos jovens. Temos como objetivo que estes jovens, ao concluírem sua jornada na empresa, estejam mais preparados para ingressar no mercado de trabalho — ou, ainda, possam ser contratados para integrar nosso time.
Ao longo dos anos, acumulamos experiências extraordinárias. Atualmente, 6% dos profissionais, em diversas áreas, iniciaram suas trajetórias por meio do programa — e alguns deles hoje ocupam cargos de liderança. Outro ponto fundamental é a oportunidade que oferecemos para que conheçam diferentes áreas.
Eles estão em um momento decisivo da vida, em que precisam fazer escolhas profissionais, e essa vivência contribui para decisões mais conscientes e assertivas. O que vemos é uma geração ávida por aprender — mas de uma forma diferente daquela com a qual nós aprendemos, trabalhamos e nos relacionamos.
Nós, que fazemos parte das gerações Baby Boomers e Geração X, temos um papel fundamental: incentivar e apoiar esses jovens em seu desenvolvimento. Por isso, é essencial evitarmos falas como: “No meu tempo era melhor”.
“Na minha época, as coisas eram mais difíceis.” “Por que vocês não fazem como a gente fazia?” Essas expressões criam distância.
Dê preferência para:
“Me mostre como você faz.”
Muitos dizem que os jovens só querem ficar no celular. Mas quantos de nós paramos para perguntar: o que vocês estão aprendendo? O que estão criando? Hoje, jovens constroem negócios, comunidades e identidade digital dentro de um celular.
Façamos, então, uma mudança de perspectiva: Não se trata de vício em meios digitais — trata-se de um novo formato de vida. Cabe a nós contribuir para que esta geração — e as próximas — possam conduzir o futuro das empresas e da nação, promovendo o crescimento das pessoas e um mundo melhor para se viver.
*Ulana Maria Bruehmueller é diretora executiva da Refrigerantes Marajá

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