
O senador Jayme Campos (União Brasil) criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) por atropelar matérias que são de competência do Congresso Nacional e defendeu uma revisão da Constituição Federal para implementar um freio nas ações do Judiciário. Além disso, considera que há um exagero nas punições em desfavor dos bolsonaristas presos pelo ataque aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
Alair Ribeiro
“O Supremo está exagerando em todos os sentidos, agora, tem que ser feito um freio de arrumação. Cabe fazermos novas leis e até rever a Constituição Federal que deu esse poder gigantesco, tanto para o Judiciário e Ministério Público, que tem que ser revisto. Senão rever o que está na Constituição, com certeza estamos atados de mão e pé. Não temos muito o que fazer”, sinalizou Jayme, em entrevista à Rádio CBN.
Ao comentar sobre a prisão e condenação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que participaram na trama golpista, Jayme alega que a dosimetria está errada, uma vez que bandidos de maior periculosidade, muitas das vezes, são beneficiados pelo afrouxamento da lei em audiências de custódias, sendo desproporcional o tratamento se comparado aos “patriotas”.
“Eu não concordo nesse caso dessas prisões que aconteceram nos últimos tempos, de 8 de janeiro, pegar 17 a 20 anos de cadeia. Bandido, assassino, ladrão de banco e do erário público está solto na rua. Se vai preso cedo, depois na audiência de custódia está solto. Não concordo com nada disso. Mas eu sou uma andorinha só e uma andorinha só não faz verão, precisa ter um conjunto de senadores e líderes partidários”, pontuou.
Além disso, Jayme também destacou que existe muita demagogia contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes, apontado como o “carrasco” do bolsonarismo. Aliados do ex-presidente tentam emplacar um impeachment contra ele, contudo, segue travado. Para o senador, não há elementos que coloquem em xeque a sua atuação, mas se for comprovado parcialidade ou qualquer ato ilegal, certamente, votará pela derrubada de “Xandão” da Suprema Corte: “O Senado é o único poder da República que pode pedir o impeachment de um ministro do STF, agora, tem que ser um pedido com fundamento jurídico”
“Quando se falou em impeachment do Alexandre de Moraes, o Xandão, até agora não tem uma coisa concreta, na medida que nenhum senador pode pedir. Se um senador pedir impeachment, ele não pode julgar […] Tem que ter alguma coisa concreta, ademais, é só conversa fiada: senador apoia aqui e ali. Isso é demogogia de pessoas que não tem responsabilidade. Mas porque não assinou? Não tem nada concreto. Quando tiver, eu voto favorável. Isso tem um rito”, concluiu.
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