Janaina tem mais recursos e Buzetti doou R$ 2 mil para si; veja valores

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A menos de um mês para o primeiro turno da eleição geral de 2026, os candidatos ao Senado se movimentam para arrecadar recursos para financiamento das suas campanhas. Até o momento, a candidata Janaina Riva (MDB) é a que tem maior quantidade de dinheiro disponível. Já Margareth Buzetti (PP), que é empresária, chamou a atenção por doar apenas R$ 2 mil para se promover. O valor máximo para gastos na campanha é de R$ 3,8 milhões.

Janaina tem um total de R$ 3,5 milhões em recursos disponíveis. Desse total, ela recebeu R$ 3,5 milhões da direção nacional de seu partido, o que equivale a 99,43% dos recursos. Além disso, ela recebeu uma doação de pessoa física de R$ 20 mil.

Na sequência aparece Margareth Buzetti, que já possui R$ 3,1 milhões para os gastos de divulgação da sua candidatura. Ao todo, R$ 2,9 milhões vieram da direção nacional do PP, o que representa 93,66% do total. Ela recebeu outras duas doações de pessoa física. A primeira de R$ 200 mil e uma outra, dela própria, de apenas R$ 2 mil.

 

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Mauro Mendes (União) é o terceiro colocado no ranking. O ex-governador já tem em caixa o montante de R$ 1,07 milhão para os gastos da sua campanha. Desse total, R$ 1 milhão veio da direção nacional do seu partido, o que é 93,02% do valor acumulado. É de se destacar que a direção estadual do partido, que ele próprio preside, depositou apenas R$ 25 mil na sua conta de campanha. Outras três doações de pessoa física totalizam R$ 50 mil.

José Medeiros (PL) declarou possuir R$ 1,1 milhão em caixa. A maior parte dos recursos, R$ 1 milhão, veio da direção nacional do seu partido. Outros R$ 100 mil vieram do seu suplente e pecuarista Odilio Balbinotti Filho.

Pedro Taque (PSB) só conseguiu arrecadar R$ 530 mil até o momento. A campanha dele, até aqui, também é dependente dos recursos enviados pelo seu partido. Ao todo, a direção nacional do PSD repassou ao ex-governador o total de R$ 500 mil, o que representa 94,34% do total. Além disso, ele recebeu uma doação de pessoa física no valor de R$ 30 mil.

Quem conseguiu a maior quantidade de doações de pessoas físicas até o momento é Antônio Galvan (Avante). À Justiça Eleitoral, ele declarou ter recebido R$ 403 mil. Todos esses valores vieram de cinco doações individuais, que variam entre R$ 100 mil e R$ 25 mil. A tendência é que o montante aumente quando o candidato receber os repasses partidários.

Carlos Fávaro (PSD) declarou R$ 360,7 mil em recursos recebidos. A maior parte também vem de repasse da direção estadual do PSD, que ele preside em Mato Grosso. Além disso, ele registrou quatro doações de pessoas físicas, que variam entre R$ 80 mil e pouco mais de R$ 13 mil.

Os candidatos Professor Nelson Ferreira (Agir), Beny Godoy (Agir) e Coronel Darwin (Democrata) não receberam nenhum repasse ou doação ou não fizeram as declarações à autoridade eleitoral.

Os recursos dos repasses dos partidos aos candidatos vêm do fundo eleitoral. Criado em 2017, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu que empresas fizessem doações aos candidatos, ele subsidia as ações de campanha dos partidos. Neste ano foi disponibilizado um valor de quase R$ 5 bilhões.

 

A maior parte desses recursos é distribuída conforme a quantidade de parlamentares na Câmara dos Deputados e os votos que eles receberam na última eleição. Outra parcela considera a representação parlamentar no Senado. Por fim, dois por cento dos recursos são divididos de forma igualitária entre todos os partidos.

Os dados são da atualização da plataforma Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCand), da Justiça Eleitoral, disponibilizados na sexta-feira (04).

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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