
O investigador da Polícia Civil, Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, senta no banco dos réus nesta terça-feira (12), à partir das 9 horas. Ele é acusado de matar a tiros o policial militar Thiago de Souza Ruiz, em abril de 2023. O crime aconteceu em uma conveniência de um posto de combustível, nas proximidades da Praça 8 de Abril, na Capital. Este é o segundo júri realizado. Em 15 de dezembro de 2025, o primeiro julgamento ocorreu, mas foi cancelado após atrito entre a juíza Mônica Perri e os advogados do réu.
A sessão será presidida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da Quarta Vara Criminal. Devido à repercussão do caso, o julgamento será transmitido ao vivo pelo canal oficial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso no YouTube.
De acordo com o inquérito policial, a vítima estava na conveniência com um amigo quando o investigador chegou ao local e foi apresentado ao grupo. Imagens de câmeras de segurança registraram os dois conversando momentos antes da execução.
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Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o desentendimento começou após Thiago mostrar a arma que portava na cintura. O investigador teria tomado o revólver do militar e efetuado os disparos. Thiago Ruiz não resistiu e morreu ainda no local.
Mário Wilson responde por homicídio qualificado. O Ministério Público sustenta que o crime foi cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

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