Instituto Jejé de Oyá mantém ações sociais e pede apoio da comunidade

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Em uma casa onde o cuidado se transforma em abrigo, escuta e dignidade, o Instituto Social Jejé de Oyá (ISJO), em Cuiabá, vem consolidando uma atuação que alcança pessoas em situação de vulnerabilidade social ao longo de todo o ano. Com atendimento voltado especialmente à população LGBTQIAPN+, a instituição mantém uma rede de apoio que reúne acolhimento, alimentação, assistência emocional, atividades culturais e iniciativas de preservação da memória.

Mais do que oferecer ajuda pontual, o instituto se tornou um espaço de amparo para quem muitas vezes encontra do lado de fora o abandono, a exclusão e o silêncio. No local, a comunidade tem acesso a dormitórios, refeições por meio da Cozinha Solidária, rodas de conversa, atendimentos com psicólogo, psicanalista, terapias integrativas e outras ações gratuitas conduzidas por voluntários e colaboradores.

  Acervo Pessoal

 

A proposta da instituição é acolher, mas também reconstruir trajetórias. Por isso, o trabalho desenvolvido pelo ISJO passa pela escuta, pelo fortalecimento da autoestima, pela criação de vínculos e pela abertura de caminhos de inclusão, cidadania e respeito. Em paralelo às ações sociais, o instituto também atua como ponto de cultura e mantém projetos voltados à valorização de histórias que por muito tempo foram apagadas.

Entre essas iniciativas está o Núcleo Museu Salão Memórias LGBTQIAPN+, uma das frentes mais simbólicas desenvolvidas pela entidade. O projeto busca registrar, preservar e difundir trajetórias de vida da população LGBTQIAPN+ em Mato Grosso, reunindo entrevistas, documentos, registros audiovisuais, fotografias e produções artísticas em um acervo físico e digital. Atualmente, três entrevistas de histórias de vida estão em fase de edição, enquanto o documentário “Vidas que Criam: Arte LGBTQIAPN+ no Mato Grosso” já soma 15 entrevistas com artistas da comunidade.

 

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O presidente do instituto, Sávio de Brito Costa, resume o papel que o espaço passou a ocupar na vida de muitas pessoas.

 

“O Instituto Jejé de Oyá é um espaço de acolhimento, cuidado e resistência, que atua diretamente com pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente a população LGBTQIAPN+. Todos os dias enfrentamos desafios para manter nossas atividades, mas também vivemos a força da solidariedade e da transformação que acontece quando alguém decide estender a mão ao outro”, afirmou.

  Acervo Pessoal

 

Para que essa rede continue funcionando e alcance ainda mais pessoas, o instituto reforça agora o pedido de apoio da população. A entidade recebe doações de roupas, produtos de higiene, materiais de limpeza e itens de higiene pessoal. Também há necessidade urgente de equipamentos e estruturas para manter as atividades em funcionamento, como ar-condicionado, bebedouro, beliches, fogão industrial, máquina de lavar roupa, freezer e televisão, itens que serão destinados à Cozinha Solidária, dormitórios, lavanderia, ponto de cultura e demais espaços de atendimento.

Sávio destaca que cada contribuição ajuda a manter viva uma estrutura construída coletivamente.

 

“Eu convido você a conhecer de perto a nossa causa, visitar o Instituto, entender o impacto do nosso trabalho e, se possível, somar com a gente. Seja como voluntário, parceiro ou apoiador, toda ajuda faz diferença e contribui para que possamos continuar existindo e atendendo quem mais precisa”, completou.

Ao longo deste ano, uma das ações do calendário do instituto será a participação na Semana das Boas Ações 2026, entre os dias 18 e 23 de maio, com o projeto “Escuta que Transforma: Acolhimento Psicológico Solidário”. A iniciativa oferecerá atendimentos psicológicos gratuitos, presenciais e online, além de rodas de conversa, escuta coletiva, orientação emocional e oficinas de arte e expressão, ampliando ainda mais o alcance social do trabalho já desenvolvido pela entidade. Acervo Pessoal

 

Como ajudar
Para realizar doações ou obter informações sobre a casa, basta entrar em contato com o @institutojejedeoya ou pelo telefone: (65) 99362-6798.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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