Ilde ‘monta’ metade da Mesa, critica recondução de Paula e cobra independência na Câmara

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Um dos três nomes que ensaiam disputar a presidência da Câmara Municipal de Cuiabá, o vereador Ilde Taques (Podemos) afirmou que já tem parte da chapa estruturada e que, até o dia da eleição interna, seguirá trabalhando voto a voto entre os parlamentares. 

 

Durante conversa com a imprensa nesta quinta-feira (16), Ilde adiantou que o grupo já discute praticamente metade da composição da Mesa Diretora, restando apenas a definição de uma vaga a de segundo vice-presidente. 

 

“Nós estamos definindo apenas uma vaga de segundo secretário. Hoje nós temos a cabeça de chapa eu como presidente. A vereadora Paula Calil foi convidada para ser a primeira secretária. O vereador Eduardo Magalhães como vice-presidente. E a vereadora Michele como segunda vice-presidente”, afirmou.

 

A composição citada por Ilde reforça o avanço das negociações envolvendo Republicanos e União Brasil, os dois maiores partidos no parlamento cuiabano que somados possuem 6 cadeiras e são estratégicos no xadrez da Câmara.

 

Ao comentar especulações de bastidores sobre uma possível alteração no regimento ou na legislação para permitir recondução da presidente Paula Calil (PL), Ilde foi direto e disse ser totalmente contrário. “Não acredito nisso. Isso seria um retrocesso para Cuiabá, para a Câmara Municipal de Cuiabá. Se isso acontecer, o presidente pode ficar seis anos no poder, perpetuando. Isso é muito ruim para a democracia”, criticou.

 

Apesar de afirmar que não crê na possibilidade, Ilde admitiu que o tema tem circulado internamente e garantiu que, caso se confirme, irá reagir publicamente. “Mas eu estou ouvindo, sim. As conversas estão chegando aos nossos ouvidos. Creio também que não parte por parte da Paula isso. E se estiver partindo por parte de alguém, eu quero saber também. Porque eu vou na tribuna falar que eu sou contrário a isso”, disse.

 

Questionado sobre o posicionamento do prefeito Abilio Brunini (PL), Ilde reconheceu que o chefe do Executivo tem preferência na disputa, mas ponderou que não acredita em interferência direta. Mesmo assim, fez um alerta e disse que, se houver tentativa de influência, ele e o grupo irão se posicionar.

 

“Nós sabemos que ele tem uma preferência. Que ele acha que seria um momento histórico para a Câmara de Cuiabá. Mas eu não acredito que ele vai interferir diretamente nessa questão. Se ele interferir, eu vou me posicionar, eu e o meu grupo de vereadores. Primeiro que o prefeito, por mais que tenha preferência, ele não pode participar de uma eleição direta da Câmara. Por isso, é uma coisa que nós temos que resolver entre os vereadores”, disparou.

 

Ilde também reforçou o discurso de independência do Legislativo, afirmando que a Câmara deve colaborar com projetos relevantes, mas sem abrir mão da autonomia.

 

“Até mesmo quando nós temos uma independência. Nós temos, sim, que dar uma governabilidade para o prefeito. Temos, sim, que ajudar projetos importantes para a Cuiabá. Mas nós temos que ter nossa independência. E a nossa união aqui dentro da casa, que é os 27 vereadores”, disse.

A eleição da Mesa Diretora é marcada para agosto, mas ainda distante já movimenta boa parte dos vereadores. Na última disputa, em 2024, a disputa foi história ao eleger uma Mesa Diretora composta inteiramente por mulheres, sendo a primeira do país. 

 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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