
O feminicida Jackson Pinto da Silva, acusado de matar a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, em Cuiabá, vai a júri popular no dia 20 de outubro. Ele responderá pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime.
Conforme a investigação, o crime ocorreu na manhã de 4 de maio de 2026, dentro da residência do casal, no bairro Parque Cuiabá. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Jackson teria utilizado uma braçadeira de nylon, conhecida como “enforca-gato”, para asfixiar a vítima enquanto ela dormia, impedindo qualquer possibilidade de defesa.
Na decisão de pronúncia, o magistrado destacou que há provas da materialidade dos crimes e indícios suficientes de autoria para que o caso seja submetido ao Tribunal do Júri. Entre os elementos reunidos no processo estão o laudo de necropsia, que apontou morte por asfixia mecânica, provas periciais, registros telemáticos, documentos, depoimentos de testemunhas e a confissão do réu durante audiência de instrução realizada em julho deste ano.
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De acordo com o Ministério Público, o assassinato ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar, motivado por menosprezo à condição de mulher, circunstâncias que caracterizam o feminicídio.
A investigação também aponta que o crime teve motivação patrimonial, já que, após matar a esposa, o denunciado transferiu cerca de R$ 18 mil do cartão de crédito da vítima para a própria conta bancária. Ainda segundo o MPMT, Jackson transportou o corpo até outro imóvel pertencente à vítima, também localizado no bairro Parque Cuiabá.
Antes do crime, ele contratou um serviço de escavação sob o pretexto de construir uma fossa, local onde o cadáver foi enterrado. Para tentar despistar as investigações, o acusado procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência informando falsamente o desaparecimento da esposa, conduta que fundamentou a acusação pelo crime de comunicação falsa de crime.
Jackson segue preso preventivamente na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas.

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