
A derrota do senador Jayme Campos na convenção do União Brasil não significou o fim da articulação do grupo em torno de uma candidatura própria ao Governo de Mato Grosso. Nos bastidores, aliados do senador já garantem que o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) terá pela frente uma candidatura de oposição competitiva e que a eleição estadual ainda está longe de estar definida.
Conforme apurado pelo , um acordo entre Jayme e diversos líderes partidários promete definir os próximos passos do grupo antes do dia 5 de agosto, prazo final para a realização das convenções partidárias. Entre as possibilidades discutidas está uma aproximação com o senador Wellington Fagundes (PL) ou ainda o encaminhamento da candidatura de Max Russi (Podemos), atual presidente da Assembleia Legislativa, que também é cotado para entrar na disputa pelo Palácio Paiaguás.
A avaliação feita por integrantes do grupo de Jayme é de que, independentemente de quem encabeçar a chapa, haverá um nome forte para fazer oposição a Pivetta. A leitura é de que o resultado da convenção do União Brasil não representa uma vitória definitiva para o grupo que defende a aliança com o republicano.
Jayme foi derrotado na convenção do União Brasil realizada na quinta-feira (30), quando a maioria dos convencionais optou pelo apoio à candidatura de Pivetta ao Governo de Mato Grosso. Dos 51 aptos a votar, 30 escolheram a aliança com o republicano, enquanto 19 defenderam a candidatura própria de Jayme. Houve ainda um voto inválido e uma ausência.
Na última sexta-feira (31), foi noticiado com exclusividade pelo que a ala “Jaymista” planejava lançar a candidatura “terceira via” por meio do MDB, com Janaina Riva e Max Russi (PODE). A expectativa é que Max se lançasse ao governo. No entanto, no fim de semana, Janaina conseguiu “destravar” o apoio do PL para sua candidatura ao Senado e deixou o projeto.
Agora, o grupo finaliza a situação de Russi e decide se aceitará indicação de vice na chapa de Wellington Fagundes.

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