Governo sofreu duro golpe e só recuou para evitar mais desgaste, avalia Gisela

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A deputada federal Gisela Simona (União Brasil), compreende que o Governo Federal, sob gestão de Lula (PT), sofreu um duro golpe com a polêmica do Pix e para evitar mais desgastes foi,  obrigado a recuar da portaria da Receita Federal, que iria monitorar transações mensais acima de R$ 5 mil.

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Durante a tentativa de implementação, o Governo Federal não conseguiu se comunicar de maneira direta e assertiva com a população, abrindo margem para que a oposição pudesse explorar o tema. Criou-se a narrativa de “taxação do pix”, contudo, a Receita Federal e o Governo Federal, seguiam com a versão de que a portaria iria apenas monitorar e eventualmente, evitar a sonegação de impostos. 

Gisela argumentou que diante da repercussão, o Congresso Nacional também estava se mobilizando para derrubar a portaria, projetando um “alarde” ainda maior para a primeira sessão de fevereiro. No entanto,  para evitar um desgaste maior ainda, houve mudança de rota do Governo Federal.

“Foi uma derrota   porque, na verdade, é isso. Primeiro, a comunicação do Governo Federal está muito ruim. E segundo, uma norma como essa, que realmente pode impactar na questão de mais imposto para as pessoas, isso tem que ser por meio de lei e não por portaria da Receita Federal. O governo voltou atrás não só por uma questão […] Nós já tínhamos vários pedidos para derrubar essa portaria da Receita Federal por meio do Legislativo”, comentou a deputada.

A senadora Margareth Buzetti (PSD), também detonou a articulação do Governo Federal e questionou o real interesse do monitoramento, que não fosse, para a tributação. Ela valorizou o movimento popular de revolta e não quis creditar o “sucesso” somente ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que em apenas uma publicação contra a portaria, alcançou mais de 300 milhões de visualizações.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

“Eu achei muito estranho que foi uma Medida Provisória para revogar uma portaria. Não havia necessidade disso. Porém, não foi só o Nicolas Ferreira, foi todo mundo que se movimentou. Porque você vai monitorar para quê se você não quer taxar? Não tem lógica, né? O monitoramento tinha um objetivo e o povo estava certo [em se indignar]”, disparou.

O Governo Federal alega que o objetivo era coibir grandes sonegadores, porém, formou-se na opinião pública a noção de que as mudanças fechariam o cerco sobre trabalhadores informais, obrigando-os a pagar Imposto de Renda sobre suas movimentações. 

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Link da Matéria – via RD News

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