
O deputado federal e ex-comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, Coronel Assis (União Brasil), pediu empenho do Governo Lula (PT) na mobilização para evitar que as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) consigam pressionar a derrubada do rigor do Sistema Penitenciário Federal (SPF), que são de segurança máxima, onde estão presos os líderes das organizações.
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Segundo informações do portal Metrópoles, as duas maiores facções do país planejam uma trégua histórica e uma ofensiva contra as regras do sistema penitenciário. A união de forças pode impactar não só dentro dos presídios, mas também nas ruas. Atualmente, os grupos disputam as rotas do tráfico de drogas e o comando de presídios, provocando um banho de sangue na guerra por territórios.
Em discurso na tribuna da Câmara Federal, Assis, que é opositor a Lula, defendeu que o Governo Federal, incluindo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, estejam atentos à possível investida dos criminosos, para assegurar que as lideranças sigam isoladas, caso contrário o Brasil pode tornar-se em um “narcoestado”, quando instituições políticas são influenciadas pelo tráfico de drogas.
“Pasmem, onde já se viu o crime organizado pressionar o Governo do Brasil para que nos presídios nós possamos ter regras afrouxadas para que o crime continue se perpetuando? Ou nós damos jeito no crime organizado ou o Governo Federal toma tento dentro do assunto, ou nós estamos caminhando para o narcoestado brasileiro, onde nós seremos a próxima vítima”, manifestou ele.
Nas unidades de segurança máxima, não há visitas íntimas e os contatos com advogados e familiares são restritos aos parlatórios, sem qualquer interação física. Essa política tem sido um golpe duro para os chefes do crime organizado, que perderam capacidade de comunicação direta com suas redes criminosas espalhadas pelo país e exterior.
Existem 5 penitenciárias federais no país, sendo elas, em Porto Velho (RO), Mossoró (RN), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR). Elas são coordenadas pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), em um regime de execução penal concebido com a finalidade de combater o crime organizado, isolando as lideranças criminosas e os presos de alta periculosidade.
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