
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) disse que lamenta o avanço do projeto de lei que prevê a mudança na jornada de trabalho de 44h para 40h semanais e muda a escala de 6×1 para 5×2. Para o político, o Estado não deveria estabelecer uma norma única para todo o país e deixar que empregado e patrão negociem a jornada.
O parecer do relator no Congresso prevê, ainda, um período de transição de 14 meses. A expectativa é que o texto vá para votação no plenário da Câmara dos Deputados já na quinta-feira (21).
“Eu sinto muito [que o projeto esteja avançando]. No meu pensamento, o Estado não deveria ser intermediador e muito menos o ditador de leis trabalhistas. Eu sou a favor da negociação”, disse Pìvetta.
O governador disse que exemplos de países desenvolvidos mostram que o ideal é que as relações de trabalho sejam definidas em acordos entre empregadores e funcionários, ao contrário do que estabelece a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
“[Nessa relação se] acerta o preço, acerta as horas de trabalho. Não tem como engessar um país de 220 milhões de habitantes, com as dimensões que tem o Brasil, você estabelecer uma lei para todo o Brasil”, alegou.

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