
O candidato ao Senado, Antônio Galvan (Avante), criticou os concorrentes que não têm participado dos debates eleitorais em Mato Grosso e afirmou que a ausência seria uma forma de evitar questionamentos sobre denúncias e assuntos que, segundo ele, precisam ser esclarecidos à população. Mauro Mendes (União) e Janaina Riva (MDB) faltaram a todos.
Questionado sobre as declarações que classificaram os debates como uma espécie de “show de horrores” e criticaram a qualidade dos encontros, Galvan afirmou que os candidatos precisam explicar as razões pelas quais não participam das discussões. Galvan subiu o tom contra Mauro Mendes e questionou a ausência de respostas sobre acusações feitas durante a campanha.
“Eu acho que eles têm que achar um subfúgio para poder se justificar, porque tem explicações a serem dadas, como trouxe à luz do dia as denúncias colocadas, e até hoje eu não vi responder se ‘panhou’ ou não ‘panhou’. Então tem as denúncias, estão colocadas. Por que não vim aqui explicar? Por que não traz a comprovação realmente das acusações feitas pelo, também, candidato, Pedro Taques?”, disse.
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Na sequência, o candidato direcionou a crítica a Janaina, que havia anunciado a delegada aposentada Ana Cristina Feldner como primeira suplente, mas a substituiu pelo empresário Rafael Yamada Torres (PL), investigado pela Polícia Federal (PF) no caso que apura supostos descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS.
“Fugir do debate é a solução? A Janaína, fugir do debate é a solução? O parente mais próximo do ‘já ganhou’ é o ‘já perdeu’. Então, acredito que a população vai avaliar isso. Tem explicação a ser dada, sim. E agora traz dois suplentes investigados, inclusive um deles, sobre a questão dos desvios do INSS. Não entendo mais de política, nada, quando se faz essa opção”, afirmou.
Galvan afirmou que cabe ao eleitor avaliar a postura dos candidatos durante a campanha e que está na disputa para “moralizar” o país.
“Estou nessa missão para moralizar o nosso país, desde a nossa Câmara Federal, nosso Senado, a nossa Justiça e, principalmente, hoje, de quem está dentro do Poder Executivo Nacional”, concluiu.

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