
Após três horas de debate promovido pela TV Vila Real, do Grupo Gazeta de Comunicação, o candidato ao governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), destacou a defesa da democracia, a acusação de Rafaell Milas (Missão) ser “candidatos de aluguel” e os desdobramentos judiciais de denúncias de propina. Nessa ocasião, chegou a comparar sua trajetória política aos sofrimentos de Jesus Cristo frente aos ataques dos adversários.
“[O debate é] extremamente importante. Primeiro, para promover a democracia. Segundo, para que cada um pudesse falar, acima de tudo, as propostas e a verdade, e a população saber quem mente e quem fala aquilo que também não vai cumprir. […] Eu tenho 34 anos de mandato, eu tenho experiência, como Jesus Cristo, que apanhou muito, foi crucificado para salvar a humanidade. Eu, com certeza, sei o que é trabalhar, trabalhar e trabalhar”, afirmou em coletiva após o debate nesta terça-feira (01).
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Wellington justificou a quantidade excessiva de pedidos de resposta interpostos por sua equipe jurídica ao longo do confronto televisivo, elogiando a postura da emissora e elevando o tom ao rebater supostas táticas de triangulação entre adversários “de aluguel” para prejudicá-lo no horário nobre.
“Naquilo que eu entendia que, democraticamente, era o direito do debate, eu pedi, e a TV, também de forma democrática e séria, concedeu naquilo que era possível. […] Candidato de aluguel, todos sabem, o senhor Rafaell Milas tem dito. Quem alugou? Rafaell Milas, quem alugou é o Pivetta, é muito claro. Olha o debate, quantas perguntas um fez para o outro, jogando um joguinho muito combinado. Isso está muito claro. E o senhor Rafaell Milas disse por muitas vezes a vocês em entrevista que ele queria massacrar o Wellington, porque ele tinha um objetivo. Alguém o contratou para isso”, acusou.
Por fim, ao ser interpelado sobre uma denúncia envolvendo a suposta cobrança de propina vinda de um dos integrantes da campanha do candidato Otaviano Pivetta (Republicanos), Luís Pagot, Fagundes cobrou a apresentação formal de provas materiais, acusou o denunciante de motivação eleitoral e garantiu que o caso será levado aos tribunais por crime de prevaricação.
“Olha, quem fala tem que provar. E nós vamos à justiça, porque é o direito que nós temos. Então, portanto, esse senhor, que hoje é candidato a deputado do lado deles, também alugado, está fazendo afirmação em desvanecimento. Que afirme, que mostre a prova. Ele não teve coragem quando um jornalista o perguntou quais são os nomes. […] E ele disse que ‘não, não vou falar’. […] Ele prevaricou, ele é um criminoso”, concluiu.

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