Fagundes reage a Moretti em ato de Pivetta; prefeita nega saída do PL

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Após a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), participar de um evento de campanha do governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) nesta quinta-feira (24), a gestora afirmou que não deixará o Partido Liberal. Ao que seu correligionário, adversário de Pivetta, Wellington Fagundes (PL), minimizou, afirmando que “a política até aceita traição, mas não aceita o traidor”, sem citá-la nominalmente.

 

Ao ser pressionado se estaria se sentindo traído por prefeitos do partido que migraram para o palanque adversário, como Moretti e Cláudio Ferreira (PL), prefeito de Rondonópolis (212 km ao norte de Cuiabá), o senador negou, afirmando que essa seria “a máxima da política” e que “se alguém se sentir traidor, vista a carapuça”.

 

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A polêmica também gira em torno de recursos federais destinados à Várzea Grande, uma vez que Fagundes sustenta sua atuação garantiu quase R$ 300 milhões em empenhos para o município, e a prefeita nega, rebatendo que boa parte dos valores não chegou aos cofres públicos.

 

“Falando das emendas do Wellington Fagundes, ele mandou R$ 5 milhões que não foram liberados o pagamento e que não têm financeiro e orçamento no governo federal”, disparou a gestora, citando ainda que outras verbas de saúde foram viabilizadas por parlamentares de diferentes correntes políticas, como os deputados Juarez Costa (Republicanos) e Carlos Fávaro (PSD).

 

Apesar de contrariar seu partido e subir no palanque de Pivetta, Moretti descartou qualquer possibilidade de pedir desfiliação voluntária e avisou que a direção da legenda precisará adotar medidas formais caso queira retirá-la da sigla.

 

“Se eles quiserem, vão ter que expulsar. Eu não saio do PL. O PL é o meu partido de coração, é o meu partido da minha ideologia e eu fico no PL até o quanto o PL me quiser”, declarou em coletiva durante ato do republicano, completando que recebeu “portas abertas” desse e de outros partidos caso seja expulsa do PL e que estão analisando as propostas, apesar de essa não ser sua vontade.

 

A prefeita justificou que sua decisão administrativa não tem motivação pessoal, mas sim uma postura de pragmatismo institucional para aqueles que têm garantido suporte financeiro à sua gestão.

 

“Não é pessoal. Eu estou sendo coerente com quem está me apoiando massivamente com recursos efetivos no município, que é, no caso, o governador Otaviano Pivetta e o ex-governador Mauro Mendes, que também me apoiou em 2025, criando recursos para a gente poder fazer a gestão em 2025 e 2026 até abril”, concluiu.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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