
O candidato a governador Wellington Fagundes (PL) disse que não está preocupado com uma eventual declaração de apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que é pré-candidato à reeleição. A fala foi feita nesta quarta-feira (22), na convenção partidária que oficializou sua candidatura.
Questionado sobre a possível divulgação de vídeo com o principal rosto feminino do Partido Liberal no país declarando apoio ao seu adversário, o senador disse esperar que ela opte por manter a fidelidade partidária.
“É claro que a Michelle é uma grande liderança. Eu espero que ela esteja com Flávio Bolsonaro e esteja com todos os candidatos do PL. Me parece que ela será candidata a senadora. Eu já tenho gravado o apoio dela, eu tenho vários. A Mariane [candidata do PL no Maranhão] tem gravado, isso já foi publicado. Agora, eu não vou exigir de ninguém mais do que deve”, afirmou.
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O senador comparou a situação com uma eleição antiga da qual fez parte. Na ocasião, a sua equipe passou três dias em Brasília captando depoimentos elogiosos com autoridades. Mas, durante as pesquisas realizadas pela campanha com eleitores, foi o depoimento de um idoso de Pedra Preta que se destacou.
“E aí tinha o depoimento de um senhorzinho, lá de Pedra Preta, seu Luiz. Colocou aquilo, foi comparando, comparando, e o seu Luiz dava de 90 a 5 nos outros. Você sabe o que aconteceu? Só o seu Luiz foi para o programa. Nenhuma outra autoridade foi, seu Luiz foi o maior sucesso da minha campanha, seu Luiz do ‘Welto é nosso’”, destacou.
A possibilidade de Otaviano Pivetta se tornar o candidato da família Bolsonaro, ou de parte dela, é especulada há algum tempo. Na coletiva, Fagundes disse que o grupo de Pivetta age para minar candidaturas rivais, citando pressão do Republicanos nacional para que o PL abrisse mão da disputa em Mato Grosso para caminharem juntos na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
“Vocês sabem a pressão que nós recebemos aqui; eles queriam ganhar a eleição por WO. Eu falei, ‘gente, até a Copa do Mundo não se aceita ganhar por WO, vamos disputar a eleição’. […] Estão tentando até agora acabar com candidaturas [de oposição]”, afirmou.

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