Fagundes defende liberdade e é contra expulsão de ‘infiéis’ pró-Pivetta

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O candidato ao Governo de Mato Grosso, senador Wellington Fagundes (PL), afirmou que não defende a expulsão de prefeitos do partido que decidiram apoiar seu adversário, Otaviano Pivetta (Republicanos). A declaração ocorre em meio à crise interna do PL, que colocou em lados opostos o candidato ao Executivo e prefeitos da legenda das principais cidades mato-grossenses, entre eles Abilio Brunini (Cuiabá), Cláudio Ferreira (Rondonópolis) e Flávia Moretti (PL).

 

Questionado sobre a pressão para que integrantes do partido sigam a candidatura própria do PL, Fagundes disse ser contrário à imposição e defendeu liberdade para que cada político faça sua escolha.

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“Eu não defendo isso, eu acredito que todo mundo tem que ter liberdade. Primeiro, por isso que nós queremos a eleição do Flávio Bolsonaro, para resgatar o direito de todos irem e virem, para que a liberdade seja plena, para que a imprensa tenha direito democrático, inclusive de criticar. O político que não aceita crítica não pode ser homem público. Então, eu estou pronto, preparado, energizado para fazer uma campanha altiva, com respeito a todos”, disse em entrevista esta semana. 

 

Fagundes também afirmou ter recebido ligações de prefeitos relatando pressão para assinar uma suposta manifestação política, ligada à ala governista, impondo apoios no interior do estado. Apesar disso, garante ter entendido a situação de cada gestor municipal e pontua que o prefeito foi eleito para defender os interesses de suas cidades e não pode ficar submetido a um único partido. 

 

“Eu recebi muitas ligações de prefeitos: ‘Wellington, estão me pressionando para assinar um abaixo-assinado’. Eu respondi: ‘Assine, prefeito. Faça isso, você tem que brigar e lutar pelos recursos e interesses da sua cidade’. Ele foi eleito para isso. O prefeito, depois de eleito, não pode ter carimbo e obrigação de atender só esse ou aquele partido. Ele tem que atender a todos”, emendou. 

 

Mesmo com a resistência dos gestores em apoiarem o projeto de Fagundes, a direção nacional do PL determinou ainda este mês que filiados não façam pedidos públicos de votos para Pivetta, sob risco de medidas disciplinares. A orientação atingiu diretamente prefeitos que já sinalizavam apoio ao governador.

 

Conforme apurado pelo , o acordo com Valdemar da Costa Neto, presidente nacional da legenda, previa que ninguém seria obrigado a apoiar Wellington, mas não seria admitido fazer críticas à campanha dele de forma pública. 

 

Num primeiro momento de debandada no apoio, a liderança do partido havia ameaçado expulsar os infiéis, mas depois o discurso se tornou mais ameno. Hoje não há obrigações.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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